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domingo, 12 de julho de 2015

Kauzo 2013 (Mendoza) com Picanha ao molho de laranja e Creme Brulee

O vinho desembarcou recentemente no Brasil e tem sido apresentado em algumas importantes feiras por ai. A última foi a Feira de Vinhos do Super Nosso. Ele está sendo vendido na adega do Super Nosso por R$49,90.
Este vinho é produzido no vale do Uco, na Argentina, pelo produtor Marcello Pelleriti da Bodega Monteviejo. Marcello também produz vinhos na região de Pomerol na França e, em 2010 um de seus vinho chegou a receber 100 pontos de Robert Parker. Ele também está muito ligado a música, promovendo anualmente a "Wine Rock Tour" com sua banda de Rock. 
Este que tomei é uma assemblage de Malbec com Cabernet Sauvignon. Bem frutado, com taninos macios e equilibrados, pouca madera, porém incomodou um pouco sua acidez. Um bom vinho que talvez precise evoluir um pouco mais. Minha nota para o vinho: 88 pts.
Para acompanhar fiz uma Picanha ao molho de laranja. Uma variação muito interessante para você que quer uma picanha fora dos moldes convencionais de uma churrasqueira. 
Vamos à receita:

1 picanha de aproximadamente 1,2 kg
5 a 6 dentes de alho inteiros
5 a 6 dentes de alho picadinhos
1 cebola picada grosseiramente
1 cálice de cognac para flambar
Suco de aproximadamente 6 a 7 laranjas (+ ou - 800ml)
1 colher de sobremesa de açúcar
1 pitada de nóz moscada ralada na hora
2 folhas de louro
sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Tempere a picanha inteira com sal e pimenta do reino dos dois lados. Com uma faca, faça alguns furos e coloque os dentes de alho inteiros na picanha. Em uma frigideira, aqueça um pouco de azeite e 1 colher de manteiga e o alho picado, depois coloque a picanha. Deixe selar a picanha virando por todos os lados. Coloque o cognac e flambe. Acrescente o suco de laranja, a cebola, as folhas de louro e a noz moscada. Deixe ferver por 5 minutos. Prove o molho e regule o sal e a pimenta se necessário. Desligue o fogo e passe a picanha, junto com o molho, para um pirex e cubra com papel alumínio. Leve ao forno, em fogo alto, por aproximadamente 45 minutos. Depois retire e fatie a carne. Coloque o molho na frigideira que você selou a carne e reduza o molho até engrossar um pouco. Coloque o molho por cima da carne e sirva com o acompanhamento de sua preferência. 

De sobremesa fiz um Creme Brulee (a muito tempo queria estreiar meu maçarico!)

1 e 1/2 xícara de leite
1 e 1/2 xícara de creme de leite fresco
1 fava de baunilha (ou uma colher de café de extrato de baunilha, evite usar a essência)
6 gemas
1/2 xícara de açúcar

Modo de preparo:

Em uma panela coloque o leite e o creme de leite. Abra a fava de baunilha e raspe, com a ponta de uma faca, as sementinhas internas e coloque na panela ( a casca você pode colocar no pote de açúcar para aromatizá-lo). Deixe ferver misturando sempre.
Numa tigela coloque as gemas e o açucar e bata com um fuet. Pegue uma concha do creme de leite com leite e baunilha e acrescente, bem devagar, aos ovos batidos com açúcar, continuando sempre a bater com o fuet para não talhar as gemas. vá acrescentando mais creme aos poucos até o final.
Coloque pequenas porções deste creme em ramekins e leve ao forno (fogo alto) por cerca de 30 minutos. Depois polvilhe açúcar em cima de cada porção e caramelize com o maçarico (isto é o máximo!!!)
Sirva quente

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Petit Verdot com Risoto de rabada com agrião


Originária da França a uva Petit Verdot normalmente é usada no corte bordalês devido a sua acidez intensa conferindo mais corpo e robustez ao vinho que é adicionada. Por este motivo são poucos os rótulos varietais de Petit Verdot. Este, em especial, é um vinho Argentino, produzido em Mendoza, safra 2007, cujo nome é "Temático". Um Gran Reserva com 12 meses de barricas (90% franceses e 10% americano).

Um vinho com um belo corpo e persistência. Aromas de frutas vermelhas intenso e notas amadeiradas com muito equilíbrio. Devido a sua acidez acentuada escolhi um prato mais untuoso para harmonizar. O resultado foi perfeito.

Receita (para 4 pessoas)
  • Aproximadamente 1,5 kg de rabada bovina
  • 1 maço de agrião
  • 3 tabletes de caldo de carne
  • 1 cebola picadinha grande
  • Tempero de alho e sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Colorau a gosto
  • 2 xícaras de arroz arbóreo
  • 1 cálice cheio de vinho branco seco
  • 5 a 6 dentes de alho amassados
  • 2 tomates picados sem sementes
  • Parmesão ralado a gosto
  • Azeite
  • 1/2 copo de vinagre
Preparo:
Retire o excesso de gordura da rabada sem retirar tudo, deixe um pouco. Lave e deixe de molho na água com 1/2 copo de vinagre por 10 minutos. Depois tempere com alho e sal e pimenta do reino.
Em uma panela de pressão coloque um fio de azeite e doure 1/2 cebola picadinha. Coloque a rabada, os tabletes de caldo de carne e o colorau. Deixe fritar por alguns minutos e depois acrescente água o suficiente e tampe a panela. Cozinhe por aproximadamente 1 hora, ou até a carne ficar bem macia a ponto de soltar do osso com facilidade. Depois retire a rabada e reserve o caldo. Com um grafo retire a carne dos ossos e desfie levemente, reserve.
Em outra panela acrescente um fio de azeite, o restante da cebola e o alho amassado. Doure levemente. Acrescente o arroz arbóreo e o vinho branco. Vá mexendo sempre e acrescentando conchas do caldo da rabada até que o arroz fique "ao dente". Acrescente o tomate e a carne. Por fim, retire as folhas do agrião e refogue em outra panela com um pouquinho de sal e um fio de azeite. Acrescente o agrião refogado ao risoto misturando levemente. Sirva com um pouco de queijo parmesão ralado.
Para sobremesa: um chocolate ao leite com o vinho Petit Verdot, é fenomenal, vocês não imaginam como este vinho harmoniza bem com o chocolate, é uma sobremesa simples e fantástica!
Nota para o vinho: 90 pts. 

quarta-feira, 27 de março de 2013


Alma Negra Blanc de Blancs Brut 


Em recente ida os restaurante Osteria Matiazzi (BH), pude experimentar este excelente espumante argentino. Produzido pelo método Charmat em Mendoza por Ernesto katena, é composto de 100% de Chardonnay (vinhedos de 40 anos). Maturação de 12 meses na garrafa. A safra 2007 recebeu 90 pts de Robert Parker.
Tem uma coloração amarelo palha brilhante e uma perlagem fina e exuberante. Possui notas de tostados bem intensas, associado a delicados aromas florais e de manga verde. Na boca, um vinho de complexidade e estrutura marcantes. Harmonizou muito bem com o prato de frutos do mar ricamente servido pelo restaurante.
Certamente um exemplar de excelente custo/benefício.
Preço: R$66,00 (Importadora Mistral). Minha nota: 89pts

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Newen Syrah 2010

Nunca escondi que sou fã desta uva. Com raras excessões, toda vez que comprei um vinho de Syrah, o resultado foi muito bom ou excelente. Mais uma vez não foi diferente. Este argentino é um vinho com muita personalidade. produzido na patagônia argentina e, certamente, incluído na sessão dos bons e baratos. Envelhecido 4 meses em barricas de carvalho e com 100% syrah, este vinho possui um delicioso aroma de futas vermelhas frescas, baunilha e um leve toque de coco. Na boca um boa persistência, taninos bem suaves e acidez bem equilibrada.  Comprei em minha visita a Bariloche, por 36,00 pesos argentinos (aproximadamente R$25,00). Minha nota: 89 pts

domingo, 16 de janeiro de 2011

Alamos Chardonnay 2008 + Vermelho com molho de Caviar no "Osteria". Combinação perfeita!

Não é a toa que um dos meus restaurantes prediletos em Belo Horizonte é o "Osteria" (Rua Soledade 26 - Santa Efigênia). Já tive a oportunidade de publicar neste blog um delicioso jantar regado ao Espumante Castellamare no ano passado. Hoje voltei e minha impressão não foi diferente.
Não bastasse a fina e agradável decoração, o atendimento é impecável, uma carta de vinhos de dar inveja a muita adega por aí e as opções de cardápio ricamente elaboradas e fartas.
Hoje minha escolha foi:
"Filetto d
i pesce con crema di bottarga e risotto allo zefferano", ou seja, Filet de vermelho com creme de caviar do mediterrâneo acompanhado de risoto de açafrão. Para acompanhar um delicioso Alamos Chardonnay 2008 - Catena, Argentino (1/2 garrafa).
A harmonização foi perfeita. O vinho tem uma coloração amarelo dourado (devido aos 6 meses de envelhecimento em carvalho
francês). Um aroma delicado e agradável de baunilha e abacaxí. Na boca um vinho cremoso e amanteigado. A madeira não se sobrepõe aos sabores da fruta dando a este vinho em equilíbrio muito bom. Recebeu 88 pts da Wine Enthusiast e 87 pts do Robert Parker na safra 2007.
O prato, como todos na Osteria, ricamente elaborado. Muito bem servido (Conseguí comer somente a metade (vide foto), foi o que a minha gastroplastia me permitiu. Levei o restante para terminar em casa hoje a noite!). O creme de Caviar é bem delicado, combinou muito bem com o peixe (Vermelho) e com o risotto de açafrão.
Minha nota para o vinho: 88pts. Preço: R$33,00 (no restaurante), Importadora: Mistral (R$15,86 no site da Mistral). Prato: R$54,00. Minha nota para o almoço, o restaurante e o atendimento: 100! (Com certeza voltarei outras vezes!)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Luigi Bosca Merlot Reserva 2004

A tempos eu guardava esta garrafa na minha adega. Como na história de"Joãozinho e Maria" ele estava sendo criado para ser tomado quando chegasse no ponto certo!
Uma coloração rubi levemente atijolada e muito bonita. No nariz uma exuberância de frutas maduras, baunilha, chocolate e aquele amadeirado sem agredir o olfato. Na boca o álcool incomodou bastante (14%), somente depois de 40 minutos de aberto que os sabores da fruta começaram a se mostrar. Aí já estávamos no final da garrafa, uma pena!! Um vinho bem encorpado, com taninos elegantes e macios, excelente persistência e um retrogosto muito agradável.
Minha ansiedade em tomar este vinho fez com que eu ficasse apenas um pouco com o melhor do seu sabor. Deveria ter tido mais paciência e esperado um pouco mais no decanter.
Importadora: Decanter. Minha nota: 89pts. Preço: aproximadamente R$70,00 (comprei esta garrafa a uns 2 anos).

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Amalaya Colomé Malbec 2007 - C.B.E.

Retornando às minhas atividades na Confraria Brasileira de Enoblog, o vinho do mês de novembro escolhido pelo confrade Gustavo (enoleigos) foi um Malbec Argentino. O Amalaya Colomé Malbec é um vinho produzido no Vale Calchaqui, em Salta. É um vinho elegante, cor vermelho rubí brilhante, aromas de frutas vermelhas como cerejas e framboesas, associado a um leve toque de baunilha e madeira. Na boca é um vinho bem fresco no paladar, sem deixar de lado a robustez do Malbec. Um bom corpo e persistência, taninos delicados e arredondados. Um grande exemplar para aqueles que desejam sair um pouco de Mendonza. Minha nota: 89pts Preço: aproximadamente R$60,00. Importadora :Decanter

sábado, 28 de agosto de 2010

Callia Alta 2008 Shiraz-Bonarda e Salada de massa com tomates cereja e alho poró

Na última quinta-feira eu fiz uma receita do programa Heaven´s Kitchen que eu achei excelente e muito fácil de fazer. Foi bem harmonizada com o vinho Callia Alta (Argentina) - Shiraz-Bonarda 2008. Inicialmente vamos à receita:

SALADA DE MASSA COM TOMATES CEREJA E ALHO PORÓ:


Ingredientes: (para 2 pessoas)
1 alho poró picado em rodelas (somente a parte branca)
1 bandeja pequena de tomates cereja
3 a 4 dentes de alho picados grosseiramente em pedaços grandes
Orégano (se possível fresco)
Tomilho (se possível fresco)
2 a 3 pimentas dedo de moça picadas sem sementes
1 colher bem cheia de Aceto balsâmico
200 grs de queijo minas fresco cortados em cubos
Azeitonas pretas sem caroço e picadas
1/2 pacote (ou um pouco mais) de Pene cozido "ao dente"
Salsinha e cebolinha picada
Sal e azeite a gosto

Modo de preparo:

Em um refratário coloque o alho poró, os tomates, o alho, as pimentas, o tomilho e o orégano e aceto balsâmico. Tempere com sal a gosto e regue com azeite. Leve ao formo por 20 a 25 minutos em forno médio. Depois retire do forno e junte o pene, o queijo minas, as azeitonas, a cebolinha e a salsinha e regue com um pouco mais de azeite.
A receita original e um vídeo com a preparação do prato pode ser visto em:
http://www.heavenskitchen.com.br

O vinho:
Para acompanhar este prato escolhi este Shiraz-Bonarda bem interessante. Cor vermelho rubi bem intensa e aromas discretos de especiarias, cerejas, amoras e levemente tostado. Na boca um vinho de médio corpo, com boa persistência, taninos e acidês discretos. Um leve e despretensioso porém harmonizou bem com o prato que também era leve e sem molho.
Uma boa dica para aquela noite em que você quer algo especial mais sem muito trabalho.
O vinho pode ser encontrado na Decanter. Preço: $25,00. Minha nota: 85pts


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Benjamin Malbec 2009

Se você é daqueles como eu, que gostam de apresciar um bom vinho e, às vezes, não podem, ou não desejam tomar uma garrafa inteira, a meia garrafa é sempre uma boa pedida. Mas ,nem sempre temos bons exemplares nesta categoria.
Este vinho tem um preço excelente com uma qualidade que impressiona. É logico que fica bem longe dos Malbec Catena Zapata ou Luigi Bosca, mas considerando-se o preço e sua qualidade é uma excelente opção para aqueles dias que estamos sozinhos, ou até mesmo a dois, mas uma garrafa inteira seria muito.
Um vinho bem jovem (2009) mas, por ser meia garrafa não é um vinho muito longevo. Acredito que possa ser guardado por mais dois ou três anos no máximo. Aromas de frutas vermelhas (cerejas e morangos principalmente) e um toque de carvalho sutil e bem equilibrado. Na boca uma boa estrutura com taninos macios, boa acidês e persistência.
Produzido pela Bodega Nieto Senetiner em Mendoza - Argentina.
Harmoniza muito bem com um parma, um salame italiano, ou um queijo de massa amarela mais condimentado.
Importadora: Casa do Porto, preço: Incríveis R$13,00, minha nota: 87pts

domingo, 18 de julho de 2010

Luigi Bosca Malbec 2005 - DOC

Já a algum tempo eu estava guardando este vinho na minha adega esperando um momento ideal para tomá-lo.
A história desta vinícola inicia no século XIX quando Leôncio Arizu, então com 7 anos de idade chega a Mendoza na Argentina. Dezessete anos depois em 1901 Leôncio já o gerente de uma vinícola familiar com vinhedos importados da Europa. Em 1943 Saturnino Arizu, filho de Leôncio ingressa na vinícola trazendo idéias inovadoras na produção de vinhos.
Em 1962, após a morte de Leôncio, Saturnino e seus filhos assumiram o comando da vinícola, agora com nome de Luigi Bosca e já sendo considerada um ícone na produção de vinhos Argentinos.
O mercado mundial chegou em 1984.
Em 1991 a Vinícola Luigi Bosca protagonizou a criação da Denominação de Origem Controlada Lujan de Cuyo e lança o primeiro Malbec DOC da Argentina e da América Latina.
A uva Malbec é a uva tinta mais importante e mais destacada da Argentina. È a mais famosa uva de Mendoza.
Originária da região de Bordeaux na França, onde está em declínio, não se sabe ao certo por que essa uva uva foi mais bem sucedida na Argentina. Os vinhos Malbec de Mendoza tem estrutura e densidade raramente encontrados nos vinhos Malbec de Bordeaux.
Na França esta uva também é muito produzida na região de Cahors, sudoeste da França, onde em geral é cortada com Tannat.
Este vinho estagiou 14 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses na garrafa entes de chegar ao mercado. Produzido em vinhedos com 45 anos de idade.
Possui uma cor vermelho rubí intenso com aromas de frutas vermelhas maduras, café, tostados e um toque amadeirado bastante acentuado. Taninos macios e aveludados, boa persistência e muito bom corpo.
É um tipo de vinho que deve ser sempre apreciado harmonizado. Neste caso ele foi acompanhado de um risoto de cogumelos e alho poró com iscas de filé mignon ao molho malbec. Esta harmonização atenuou o sabor forte da madeira e acentuou os sabores frutados dando mais equilíbrio e estrutura ao vinho.
Um vinho de "gente grande" para paladares apurados e exigentes.
Importadora: Decanter. Preço: R$70,00. Minha nota: 90pts. WS: 91pts

terça-feira, 27 de abril de 2010

Alta Vista Premium Malbec 2007 (meia garrafa)

A Malbec é a uva mais importante das castas produzidas pela Argentina. É a principal uva produzida na região de Mendoza. Produzida também na França em pequena quantidade na região de Bordeaux, onde entra em alguns cortes (aproximadamente 10%) e também na região de Cahors, sudoeste da França, onde ela é cultivada com mais intensidade e geralmente está associada à Tannat.
O vinho de Malbec é geralmente um vinho de médio corpo com taninos sedosos e quase sempre são envelhecidos em barricas, tornando este um vinho aveludado e fácil de ser bebido.
O Alta Vista Premimum Malbec não foge à regra. Envelhecido 12 meses em barricas, conferindo aromas de baunilha, tostados , frutas vermelhas e boa persistência. Um vinho bem agradável ao paladar e com um bom custo/benefício. Muito bom quando acompanhado de carnes vermelhas e servido entre 15 e 16°.
Por ser oferecido também em garrafas de 375 ml (meia garrafa) é uma boa opção para aqueles dias em dá aquela vontade de tomar um bom vinho mas você não acha ninguém para acompanhá-lo.
Preço: aproximadamente R$20,00 (já faz algum tempo que comprei esta garrafa). Distribuidora: Decanter (pode ser encontrado também no Verdemar em BH).
Minha nota: 85 pts.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

D.V. Catena Syhah 2005

Depois de um merecido período de férias seguido de outro de trabalho intenso, retorno às minhas atividades neste blog com este Argentino de uma das mais tradicionais vinícolas portenhas, a Catena Zapata. Sempre quiz experimentar um vinho desta vinícola porém ainda não tinha tido a oportunidade. Trata-se de um vinho varietal com uvas de dois deferentes vinhedos e microclimas diferentes. Com uma bela coloração rubí, bem intensa, aromas bem característicos da uva Syrah, com notas de pimenta do reino, frutas vermelhas maduras e um leve toque de madeira. Na boca achei que faltou um pouco de personalidade. Um sabor agradável de frutas vermelhas, taninos macios, boa persistência, mas eu esperava mais. Acho que, por ser fâ desta uva e já ter tomado alguns excelentes exemplares, sou um pouco exigente e rigoroso. Comprado na Morini por R$49,00. Minha nota: 84pts

sábado, 29 de agosto de 2009

Luigi Bosca La Linda - Tempranillo 2006

Um vinho robusto, com um bom corpo, aroma de frutas negras maduras e baunilha. Uma madeira bem leve decorrente de 6 meses em barricas americanas. Os taninos incomodaram um pouco, apesar de não ser característico da uva tempranillo apresentar taninos rudes. É um bom vinho com um costo/benifício bom. Nota: 85 pts.
A Tempranillo constitue a cepa chefe da maioria dos vinhos tintos espanhóis importantes, inclusive o Rioja, o Ribeira Del Duero e os bons crus da Catalunha. Ao longo de toda península ibérica ela tem diversos nomes, entre eles Tinta Roriz em Portugal. O Rioja é o mais conhecido dos vinhos à base de Tempranillo. Nele a cepa não é utilizada sozinha, mas nos melhores vinhos de Rioja ela é frequentemente majoritária. Desenvolve-se particularmente bem nas regiões de pluviosidade moderada de Rioja Alta e Rioja Alavesa, e sua maturação precoce convém às zonas de altitude de Rioja e Ribeira Del Duero, que apresentam clima fresco e solos calcários.
A Tempranillo continua sendo fundamentalmente espanhola, e em outras partes do mundo só existe em quantidades limitadas. Além de Portugal, o único país a cultivar áreas importantes dela é a Argentina.