Mostrando postagens com marcador Cabernet Sauvignon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cabernet Sauvignon. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Visita à Vinícola Dezem - Toledo (PR)



A alguns meses li um artigo na internet sobre esta vinícola (http://colunas.revistaepoca.globo.com/vidautil/2010/11/11/dezem-a-vinicola-premium-do-parana/) que me interessou muito. Não só pelos excelentes comentários, mas também por ser no estado do Paraná, relativamente perto de onde moro. Pude conciliar duas de minhas paixões, o vinho e o motociclismo. Foram 1520 km de Belo Horizonte a Toledo, passando por belíssimas estradas, paisagens deslumbrantes e a companhia sensacional de meu amigo Wilson.
Ao chegar na vinícola (com agendamento prévio), fomos muitíssimo bem recebidos pelo João Carlos. Pessoa sensacional, muito educado e, amante, como nós, desta bebida dos Deuses.
A vinícola não é muito grande, mas produz e beneficia a grande maioria das uvas presentes nos seus rótulos.
Já obteve prêmios importantes, principalmente no seu "Atmo Cabernet Sauvignon - safra 2005". Um excelente vinho, com 18 meses de envelhecimento em barricas de carvalho, porém equilibradíssimo. As nuances de frutas vermelhas maduras associadas a um leve toque de madeira (sem exageros) e taninos finos dão este vinho uma qualidade que não deixa a dever, em nada, aos grandes vinhos chilenos e franceses. Para mim nota: 90. Custo: R$52,00.
Mas o ponto alto da visita nos foi reservado para o final. o "Atmo Chardonnay 2005" com 12 meses de barrica. Que vinho!!! Confesso que até hoje estou tentando me lembrar de um Chardonnay que tenha tomado com esta qualidade e sabor. Um vinho "amendoado", "amanteigado", que deixa estes sabores impregnados na boca mesmo depois de horas da degustação. Uma cor amarelo  brilhante que mais parece uma barra de ouro do Banco Central do Brasil...!!! Aos amantes de vinho que estejam lendo este post, sinceramente, experimentem este vinho e, também, os outros desta vinícola. Vale a pena!
Preço deste Chardonnay: R$85,00 (vale cada real!) Minha nota?: 96 pontos (minha nota máxima até hoje!)
OBS: A vinícola mantém um loja virtual onde você pode adquirir qualquer rótulo e receber pelos correios.

domingo, 12 de julho de 2015

Kauzo 2013 (Mendoza) com Picanha ao molho de laranja e Creme Brulee

O vinho desembarcou recentemente no Brasil e tem sido apresentado em algumas importantes feiras por ai. A última foi a Feira de Vinhos do Super Nosso. Ele está sendo vendido na adega do Super Nosso por R$49,90.
Este vinho é produzido no vale do Uco, na Argentina, pelo produtor Marcello Pelleriti da Bodega Monteviejo. Marcello também produz vinhos na região de Pomerol na França e, em 2010 um de seus vinho chegou a receber 100 pontos de Robert Parker. Ele também está muito ligado a música, promovendo anualmente a "Wine Rock Tour" com sua banda de Rock. 
Este que tomei é uma assemblage de Malbec com Cabernet Sauvignon. Bem frutado, com taninos macios e equilibrados, pouca madera, porém incomodou um pouco sua acidez. Um bom vinho que talvez precise evoluir um pouco mais. Minha nota para o vinho: 88 pts.
Para acompanhar fiz uma Picanha ao molho de laranja. Uma variação muito interessante para você que quer uma picanha fora dos moldes convencionais de uma churrasqueira. 
Vamos à receita:

1 picanha de aproximadamente 1,2 kg
5 a 6 dentes de alho inteiros
5 a 6 dentes de alho picadinhos
1 cebola picada grosseiramente
1 cálice de cognac para flambar
Suco de aproximadamente 6 a 7 laranjas (+ ou - 800ml)
1 colher de sobremesa de açúcar
1 pitada de nóz moscada ralada na hora
2 folhas de louro
sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Tempere a picanha inteira com sal e pimenta do reino dos dois lados. Com uma faca, faça alguns furos e coloque os dentes de alho inteiros na picanha. Em uma frigideira, aqueça um pouco de azeite e 1 colher de manteiga e o alho picado, depois coloque a picanha. Deixe selar a picanha virando por todos os lados. Coloque o cognac e flambe. Acrescente o suco de laranja, a cebola, as folhas de louro e a noz moscada. Deixe ferver por 5 minutos. Prove o molho e regule o sal e a pimenta se necessário. Desligue o fogo e passe a picanha, junto com o molho, para um pirex e cubra com papel alumínio. Leve ao forno, em fogo alto, por aproximadamente 45 minutos. Depois retire e fatie a carne. Coloque o molho na frigideira que você selou a carne e reduza o molho até engrossar um pouco. Coloque o molho por cima da carne e sirva com o acompanhamento de sua preferência. 

De sobremesa fiz um Creme Brulee (a muito tempo queria estreiar meu maçarico!)

1 e 1/2 xícara de leite
1 e 1/2 xícara de creme de leite fresco
1 fava de baunilha (ou uma colher de café de extrato de baunilha, evite usar a essência)
6 gemas
1/2 xícara de açúcar

Modo de preparo:

Em uma panela coloque o leite e o creme de leite. Abra a fava de baunilha e raspe, com a ponta de uma faca, as sementinhas internas e coloque na panela ( a casca você pode colocar no pote de açúcar para aromatizá-lo). Deixe ferver misturando sempre.
Numa tigela coloque as gemas e o açucar e bata com um fuet. Pegue uma concha do creme de leite com leite e baunilha e acrescente, bem devagar, aos ovos batidos com açúcar, continuando sempre a bater com o fuet para não talhar as gemas. vá acrescentando mais creme aos poucos até o final.
Coloque pequenas porções deste creme em ramekins e leve ao forno (fogo alto) por cerca de 30 minutos. Depois polvilhe açúcar em cima de cada porção e caramelize com o maçarico (isto é o máximo!!!)
Sirva quente

sábado, 17 de dezembro de 2011

Haras Character Cabernet Sauvignon 2004

Mais um grande vinho chileno. Comprei esta garrafa na minha visita ao Chile por recomendação de um amigo. Com certeza não arrependí. Um vinho de cor vermelho escuro já com tons atijolados por ter 7 anos de evolução na garrafa. Apesar do alto teor alcoolico, que incomodou no início, após 40 minutos de aberto transformou e encorpou o vinho conferindo-lhe grandeza e personalidade. Aromas de madeira decorrentes dos 14 meses de barricas são marcantes associados às tradicionais frutas vermelhas maduras da cabernet sauvignon e toques tostados, couro e de pimentão. Na boca, um excelente corpo com taninos bem aveludados e uma persistência muito boa. Apesar a jovialidade da Vinícola Haras de Pirque (criada em 1991), ela demonstra que está no mercado para encarar de frente grandes rótulos Chilenos e da América do Sul em geral. Minha nota: 90pts. Preço: aqui no Brasil pode ser encontrado na Terroir por aproximadamente: R$120,00.

domingo, 30 de outubro de 2011

Sacred Hill - Shiraz Cabernet 2009

A Austrália sempre me surpreendeu com vinhos muito bons e muitas vezes de baixo custo. Este não foi diferente. 
Um custo/benefício muito bom, destinado àqueles momentos que você quer tomar um vinho despretensioso acompanhado de um petisco e sem gastar muito. Um vinho muito aromático, bem característico das suas uvas (70% Shiraz e 30% Cab. Sauvignon). Frutas vermelhas maduras, pimentão verde e pimenta do reino são exuberantes. Percebe-se muito pouca medeira. Na boca tem uma boa persistência, taninos leves levando a uma sensação bastante incomodativa do álcool, mesmo após uma hora de aberto. Não acho que seja um vinho grandioso, mas ele "cumpre o que promete".
Minha nota: 84pts. Comprado no Super Nosso por R$35,00.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Carpe Diem - C. Sauvignon 2004 - Gran Reserva

Em tudo na vida a paciência é uma grande virtude. Não poderia ser diferente no mundo dos vinhos. Muitas vezes nossa ansiedade por experimentar os mais diferentes vinhos nos leva a tomar vinhos jovens sem tirar dele todo esplendor da sua maturidade. Quantas vezes já escutei comentários como: "vai guardar este vinho? Vai virar vinagre!!", ou "Para que guardar, não vai mudar nada no sabor...!!!"
Por algumas vezes aqui neste blog eu pude comentar sobre a importância de se esperar até que o vinho atinja a sua maturidade.
Hoje trago mais um exemplo. Este vinho está na melhor da sua plenitude, 18 meses de barrica de carvalho e 6 anos de garrafa.
Ainda apresenta uma cor rubi fascinante, aromas exuberantes de frutas vermelhas maduras perfeitamente equilibrado com aquele toque de carvalho francês. Na boca é simplesmente perfeito, taninos macios aveludados com uma persistência excelente.
Em outras palavras, "a maturidade e a sabedoria dos 50 com a aparência e o espírito dos 30...".
Um forte nome para entrar na lista dos melhores do ano!
Importadora: Casa do Porto, Valor: Tem muito tempo que comprei e provavelmente vai ser difícil de achar esta safra no mercado. Acho que paguei na faixa dos R$50 a R$60,00.
Minha nota: 94pts ( Esta é a nota máxima que eu já dei nas minhas avaliações, não vou dar mais para sobrar pontos para aqueles considerados ícones e que ainda não tomei...)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Cave Pericó Brut Branco 2010

A muito tempo tinha a intenção de experimentar este espumante, produzido em São Joaquim - SC pela Vinícola Pericó. Esta jovem vinícola iniciou suas atividades de plantio em 2004 com mudas importadas da europa. De propriedade da Malwee Malhas, esta vinícola vem surpreendendo pela qualidade dos seus vinhos e, por isto vem conquistando seu espaço e prêmios.
Este espumante é produzido pelo método Charmat, ou seja, fermentação em tonéis de aço inox, com um corte bem diferente composto por Cabernet Sauvignon 40%, Merlot 28% e Chardonay 32%. Seus vinhedos localizam-se a uma altitude de 1300m acima do nível do mar.
Uma coloração amarelo palha vibrante e intensa, uma perlagem fina e exuberante, um olfato muito agradável de frutas cítricas (principalmente abacaxi) e frutas brancas (maçã, pêra e lichia).
Na boca mostrou-se um vinho muito equilibrado, com uma boa acidez e persistência e um leve e agradável toque de amêndoas.
Este espumante recebeu medalha de ouro no concurso mundial de Bruxelas em setembro de 2010.
Minha nota: 85pts, Comprado na Expand por R$35,00 (Também pode ser encontrado no Verdemar)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mouton Cadet - 2007

Quando comecei a me interessar em estudar e entender um pouco melhor o fascinante mundo da enogastronomia, tenho tido uma certa dificuldade com vinhos franceses tintos, em particular com o Bordeaux.
Sei que sua qualidade é indiscutível. São vinhos maravilhosos e cobiçados por qualquer enófilo que se preze. Mas, baseado nos rótulos que tive a oportunidade de experimentar (todos na faixa de preço entre R$40,00 e R$60,00), minha impressão é de que os bons são os mais caros, pois todos os que eu tomei não me agradaram.
Até tomar o Mouton Cadet. Produzido pela famosa vinícola Baron Philippe de Rothschild, este clássico Bordeaux (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot) me encantou não só no preço como na sua qualidade. Um vinho com aromas intensos e agradáveis de frutas vermelhas maduras e uma madeira não muito acentuada (no ponto). Na boca é um vinho robusto, muito bem equilibrado, com taninos aveludados e excelente persistência. Um vinho fácil de se tomar.
Não é a toa que este é um dos vinhos mais vendidos no mundo. Pode ser encontrado na Casa do Porto por R$55,00 (no momento está em falta em BH, este eu comprei no Free Shop). Minha nota: 90pts

quinta-feira, 4 de março de 2010

Lapostolle "Casa" - Cabernet Sauvignon 2006

Confesso que sempre tive um certo preconceito com a Cabernet Sauvignon. Não sei se o nome certo seria mesmo o preconceito. Acho que por ser uma uva muito difundida, divulgada e plantada em praticamente todos os países do mundo, minha curiosidade em conhecer e aprender sobre outras variedades de castas me fez deixar um pouco de lado esta deliciosa representante da vitis vinífera.
Os vinhos feitos com Cabernet Sauvignon geralmente são muito encorpados, com personalidade bem marcante. Realmente são "vinhos de gente grande"!!!. Este representante da famosa vinícola chilena Lapostolle não é diferente. Suas características olfativas emergem da taça na forma de frutas vermelhas maduras, principalmente amoras e morangos. A baunilha e uma madeira bem delicada, apesar dos 10 meses de barrica de carvalho francês, completam seus aromas. Tudo isso pode se confirmar na boca, associado a taninos aveludados e boa persistência. Seu teor alcoólico é de 15%, o que incomodou um pouco logo ao abrir a garrafa, mas com cerca de 30 minutos de aberto a sensação alcoólica estava mais discreta. O rótulo traseiro traz informação que seu poder de guarda pode ser de 10 anos. Importadora: Mistral (Em BH pode ser encontrado na Morini)- Preço: R$45,00 - Minha nota: 88pts

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Peñalolem - Cabernet Sauvignon 2006

Sem a menor sombra de dúvida, este é um dos melhores Cabernet Sauvignon que já tomei.
Fiquei apaixonado por esse vinho quando experimentei a safra 2004 no ano passado e a 2006 não deixou nada a dever. Cassis, amoras, framboesas, chocolate e baunilha são alguns dos facinantes aromas deste vinho.
Na boca é aveludado, encorpado e com muita personalidade. Seus taninos são como uma seda que, mesclando com o carvalho forma uma estrutura que poucos vinhos podem oferecer.
Pela sua qualidade eu o coloco na minha lista de "bons e baratos". Pode ser encontrado no Verdemar e na Casa do Porto. Preço: Próximo de R$60,00 (já faz algum tempo que comprei e não me recordo ao certo do preço). Minha nota: 94pts.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de vinhos Rosés - Casa do Porto

Dando continuação aos cursos mensais da Casa do Porto o Somellier Gustavo Giacchero nos brindou ontem (dia 24/11) com mais uma das suas deliciosas degustações, desta vez foram os refrescantes Rosés.
Inicialmente degustamos três exemplares assim descritos:
1) Allegro Rosé 2007 (Chile - Maipo): Cabernet Sauvignon com Carmenere. Aromas de morango e cerejas bem evidentes. Na boca um vinho bem equilibrado, com boa acidez e um corpo bem estruturado. Nota: 85pts.
2) Chateau Le Grand Verdus 200
7 (França): Cabernet Sauvignon com Merlot. Aromas mais adocicados, lembrando figos e tuti-fruti. Na boca mostrou-se bem mais ácido (chegando a incomodar um pouco) e menos estruturado. Comparado aos outros da noite deixou bem a desejar. Nota: 83pts.
3)J. Bouchon 2007 (Chile - Maule): 100% cabernet Sauvugnon. Na minha opinião foi um dos pontos altos da noite. Aromas refrescantes de cerejas, um leve aroma de defumados mesclados com frutas mais maduras. Um vinho com uma estrutura muito bem equilibrada e ótima persistência. Nota: 87pts.
Depois passamos aos espumantes. Neste momento fizemos a degustação às cegas e tivemos uma grata surpresa no final. Foram degustados três marcas diferentes, um italiano e dois nacionais. Por unanimidade elegemos um dos nacionais como o melhor entre os três, Cave Amadeu Brut (Pinot Noir, produtor Mario Geisse). Suas perlagens e sua musse estavam indiscutivelmente bem superiores aos outros dois. Foi o mais equilibrado, com aromas de compotas de morango e cerejas, com bom corpo e persistência.
O segundo melhor foi o outro espumante nacional, curiosamente do mesmo produtor do Amadeu, o Cave Geisse Brut Rosè (Pinot Noir). Um vinho também muito bem estruturado , mais encorpado, porém ficou devendo na presistência da sua perlagem.
Por último ficou o Prosecco Italiano Mompellium (Prosecco com cabernet sauvignon). Mais leve e com pouca perlagem. Se não estivesse sendo comparado aos outros dois eu diria que é um bom espumante (já fiz um outro comentário dele aqui neste blog).
Foi uma noite muito agradável, discutimos vários pontos em relação a produção e harmonização dos rosès. Apenas sentí falta do Vila Franchionni Rosè, mas segundo o Gustavo ele está em falta no mercado.