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terça-feira, 15 de junho de 2010

Raka 2005 - Confraria Brasileira de Enoblogs

Gentilmente convidado pelo confrade Gil Mesquita do blog Vinho para Todos inicio aqui minha participação na "Confraria Brasileira de Enoblogs". Para aqueles que ainda não conhecem, esta confraria idealizada por um grupo de blogueiros de vinhos que se reúne uma vez por mês, cada um no seu respectivo blog, comentando um determinado assunto escolhido por um dos confrades. Deste mês, em homenagem 'a Copa do mundo, o tema foi Vinhos da África do Sul. O meu escolhido foi o Vinho Raka 2005, produzido na região de Overburg, com 100% Pinotage.
Características climáticas: Clima de padrão mediterrâneo fresco. A proximidade dos vinhedos do mar assegura que as brisas marinhas vindas da baía de Walker a oeste ajam resfriando o mesoclima e prolongando o amadurecimento das uvas. No verão os ventos frios do sudeste sopram do oceano Índico através da região de Agulhas.
Solo: solo de Shale (rochas sedimentares laminadas que retêm calor, moderadamente férteis) do tipo Glenrosa, algumas áreas mais profundas e ricas, outras pedregosas.
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês (80%) e americano (20%). 25% de segundo ano, 50% de terceiro ano e 25% de quarto ano.
Estimativa de guarda: 8 anos
Cor rubí intenso. No nariz: bananas, notas tostadas, especiarias e flores secas.
Na boca: Taninos suaves e aveludados. Frutas vermelhas maduras e um leve toque amadeirado. Boa persistência.
Harmonização indicada: Carnes de caça e costelinha de porco defumada.
Minha nota: 88 pts. Importadora: Decanter. Preço: R$96,00

sábado, 8 de maio de 2010

Nederburg - Rosê Pinotage 2009

Quanto mais o tempo passa, mais aumenta o meu fascínio por este "Néctar de Bacco".
Ontem tive mais uma surpresa fantástica com este vinho sul-africano. Baseado em uma experiência anterior com este produtor (relatada aqui neste blog), decidimos experimentar este rosê de pinotage.
Quando a garrafa foi aberta ainda não tinha chegado à mesa nosso acompanhamento, portanto a degustação inicial foi feita apenas com o vinho. Tanto eu quanto meu amigo Ricardo Guerra achamos o vinho um tanto quanto "chocho", meio docinho, parecia uma espumante demi-sec sem a perlagem.

Pedimos para acompanhar uma Borrata (mussarela de búfala bem cremosa, quase como um requeijão) que foi servida com azeite, tomatinho cereja cortado em pedacinhos e manjericão também bem picadinho. Ao tomarmos o vinho junto com o acompanhamento nossa avaliação do vinho mudou completamente. Foi incrível como o vinho cresceu quando harmonizado corretamente. A borrata acentuou os sabores frutados de cereja e amora transformando um vinho "chocho" em um bom vinho.
Apesar da melhora no seu paladar o vinho pecou na sua persistência e um aroma pouco acentuado.
Eu sempre fui da opinião que determinados vinhos não devem ser apreciados sozinhos e sim acompanhados segundo as regras de uma boa harmonização.
A alguns meses atrás eu tive uma experiência exatamente ao contrário desta de ontem ao participar de uma degustação onde o protagonista era nada menos que um Mouton Rothschild, um premiere grand cru de qualidade indiscutível. Porém não me agradou, provavelmente porque ele foi degustado sem a devida harmonização.
Será que o Robert Parker e outros críticos utilizam também da harmonização para dar notas aos vinhos? Quem souber me responda.
A borrata é uma boa dica para acompanhar um rosê. É muito fácil de fazer e harmoniza muito bem.
Preço: R$31,00 o vinho na Casa do Porto e R$25,00 a borrata. Minha nota para o vinho: Sem a borrata: 80 pts, Com a Borrata: 85pts.