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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Camarão a Limenha por Renato Quintino

Esta é uma receita de camarão muito simples que aprendi com o Chef Renato Quintino. 

Excelente e muito fácil de fazer. 

Ele utiliza o molho Chimichurri, tradicionalmente usado em carnes vermelhas, mas, neste caso vamos acrescentar a manteiga para harmonizar com o camarão. 
Vamos à receita:

Para 2 pessoas:

10 camarões rosa XG (não economize nos camarões, neste caso os maiores são melhores)
Sal e pimenta do reino branca para temperar os camarões.

Paro o molho Chimichurri:
1 colher se chá de coentro fresco picado
1 colher da chá de orégano picado
1 colher de chá de tomilho fresco
1 colher de chá de cebola picada
1 colher de chá de alho picado
1 colher de chá de mostarda em pó
1 colher de café de páprica doce
soco de 1 limão
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de manteiga sem sal (pode ser gelada)
1 pitada de pimenta calabresa e pimenta do reino branca

Misture tudo e reserve. Não tem problemas a manteiga ficar em pequenos grumos, ela vai derreter nos camarões.

Tempere os camarões e frite-os em uma frigideira por 2 a 3 minutos até ficarem rosados e crocantes.
Disponha os camarões em um prato e coloque uma pequena porção do molho por cima. Sirva imediatamente.
Eu harmonizei com uma espumante francesa rosê Brut Dargent Pinot Noir. De qualidade razoável. O Ninot Noir combinou muito bem com o molho. Não é das melhores espumantes de Pinot Noir que já tomei mas "vale o que pesa".
Minha nota para a espumante: 83pts Comprada no Verdemar por R$20,00 (175ml)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Strogonof de Camarão com Gewrstraminer da Alsácia

Após um longo período de inatividade, volto a me dedicar a este blog, espero que agora, sem interrupções.
Uma receita deliciosa harmonizada com um vinho fantástico, com um custo/benefício excelente. A uva já foi comentada neste blog é uma das minhas uvas brancas preferidas. Os vinhos de Gewrstraminer, principalmente os franceses da Alsácia, são vinhos muito refrescantes e fásceis de se beber. Não são vinhos muito ácidos como os Sauvignon Blanc, por exemplo, e possuem um aroma floral intenso e fascinante, associado aos aromas frutados de lichia, abacaxí e maçã verde, igualmente deliciosos. Este especificamente foi um "Les Faitieres" 2007, com a vantagem de existir meia garrafa para venda. Comprado na "Casa do Vinho"
Preço: Aproximadamente R$25,00 (meia garrafa). Minha nota: 88pts

A harmonização foi com um "Strogonoff de Camarão" muito fácil de fazer e que harmonizou muito bem. Vamos à receita (para duas pessoas comerem bem):
  • 1/2 kg de camarão rosa grande decascado e sem cabeça
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • 3 dentes de alho amassados
Tempere os camarões com sal, a pimenta(melhor se moída na hora) e o alho. Deixe descansar por 10 a 15 minutos até pegar gosto.

Molho:
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola ralada
  • 1 colher de sopa cheia de farinha de trigo
  • 2 copos de leite
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Nóz moscada
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 3 colheres (sopa) de Ketchup
  • 1 colher (sopa) de mostarda
Junte todos estes ingredientes em uma panela(deixe o creme de leite, o ketchup e a mostarda por último). Se empelotar o molho passe por uma peneira e volte ao fogo brando até engrossar.
Em uma frigideira separada. Coloque um fio de azeite e frite os camarões rapidamente (2 a 5 minutos). Adicione alguns champignons e um toque de salsinha picadinha bem fininha. Junte o camarão e os champignons ao molho e sirva a seguir com arroz branco e, se quiser, babatas soutê ou palha.
É dos Deuses...!!!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Vigneau-Chevrau Vouvray Brut

Mais um exemplo de que para se beber bem no mundo dos vinhos não precisa comprar os mais caros.
Esta champagne produzida no Vale do Loire (Appellation Vouvray Contrôlée) pelo método tradicional com a uva Chenin Blanc (100%) possui todas as características bem peculiares do terroir onde é produzida.
Elaborada com uma cultura biodinâmica, as uvas são colhidas a mão no mês de outubro e prensadas lentamente. O suco obtido é deixado descansar por 24 hs para decantação dos sólidos e escoado para tanques e tonéis. Após a fermentação tradicional, o vinho é engarrafado e passa pela segunda fermentação nas garrafas.
Uma coloração palha bem clara com uma aroma exuberante (frutas cítricas, pêssego, mel, baunilha) e uma perlagem abundante mais não muito persis
tente.
Na boca um vinho com personalidade. Equilibrado, macio e com uma boa persistência gustativa.
OBS: Tomei este vinho ontem e trouxe a garrafa para minha casa para que eu pudesse escrever este post hoje. A garrafa está vazia ao meu lado e o aroma do vinho está tomando conta de toda a sala onde me encontro. Fantástico!
O Vale do Loire fica a cerca de 200 km a sudoeste de Paris e desperta enorme interesse turístico, por concentrar os mais belos e luxuosos castelos da França. Graças aos castelos medievais e renascentistas, aos vinhedos e às cavernas feitas nas encostas para adegar o vinho, o Vale do Loire disputa o título, cobiçado em um país tão atraente, de região mais bela da França.
Esta é uma das regiões vinícolas mais extensas do país e uma das que apresentam maior divers
idade. Há tudo nesta encantadora área: brancos secos e doces, tintos joviais e tintos concentrados, vinhos espumantes e bons rosados.
As plantações de vinhas seguem o curso do rio e podem ser divididas em três regiões: Alto Loire a leste, nas cabeceiras do grande rio; Loire Central e Atlântico, no extremo oeste perto da foz. Cada uma destas áreas tem suas peculiaridades.
O Loire Atlântico produz o Muscadet de Sevre e et Maine (já comentado aqui neste blog). Na outra ponta do rio a uva Sauvignom blanc mostra a sua melhor face na denominações Sanserre e Poully-Fumé. A área central é mais diversificada em opções, destacando-se a Cabernet Franc que produz tintos leves, a Chenin blanc e a rara Grolleau, uva do famoso Rosé
D´Anjou, um dos rosados mais conhecidos do mundo.
Um breve histórico sobre a uva Chenin Blanc:
É uma e
spécie antiga, cultivada desde o século IX em Anjou, na França. Hoje é cultivada no mundo inteiro. Na França é denominada Pineau de la Loire ou Pineau D´Anjou. Na América do Sul como Pinot Blanco e na Africa do Sul como Chenin Blanc Steen.
Como esta uva é muito susceptível ao ataque pelo fungo Botrytis, ela também é muito utilizada para a produção de vinhos doc
es. Por outro lado, sua acidez marcante a torna bem propícia a produção de espumantes.
Segundo palavras da crítica de vinhos inglesa Jancis Robinson: "é a camaleão das espécies de uva..."
Minha nota: 88pts, Tomei no restaurante Amadeus (BH). Preço: R$68,00. Importadora: Premium.
Fontes de pesquisa:
http://www.premiumwines.com.br
http://www.adega24.com
Coleção Folha O Mundo do Vinho (França)

domingo, 18 de julho de 2010

Brumont Gros Manseng-Sauvignon 2008

Proveniente da região de Gascogne, uma província ao sul de Bordeaux na França, esse vinho surpreendeu pela sua frescura e aromas frutados (abacaxí, lichia, pêssego).
Na boca foi muito agradável, com uma boa persistência, uma acidês um pouco elevada, mas que não chegou a incomodar.
Harmonizou muito bem com ostras frescas e uma borrata com manjericão e tomates cereja.
Sua importadora é a Decanter e seu preço em torno de R$50,00. Minha nota: 88pts

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mouton Cadet - 2007

Quando comecei a me interessar em estudar e entender um pouco melhor o fascinante mundo da enogastronomia, tenho tido uma certa dificuldade com vinhos franceses tintos, em particular com o Bordeaux.
Sei que sua qualidade é indiscutível. São vinhos maravilhosos e cobiçados por qualquer enófilo que se preze. Mas, baseado nos rótulos que tive a oportunidade de experimentar (todos na faixa de preço entre R$40,00 e R$60,00), minha impressão é de que os bons são os mais caros, pois todos os que eu tomei não me agradaram.
Até tomar o Mouton Cadet. Produzido pela famosa vinícola Baron Philippe de Rothschild, este clássico Bordeaux (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot) me encantou não só no preço como na sua qualidade. Um vinho com aromas intensos e agradáveis de frutas vermelhas maduras e uma madeira não muito acentuada (no ponto). Na boca é um vinho robusto, muito bem equilibrado, com taninos aveludados e excelente persistência. Um vinho fácil de se tomar.
Não é a toa que este é um dos vinhos mais vendidos no mundo. Pode ser encontrado na Casa do Porto por R$55,00 (no momento está em falta em BH, este eu comprei no Free Shop). Minha nota: 90pts

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Petit Chablis 2008

Um dos vinhos brancos mais conhecidos e difundidos fora da França, o Chablis provém do norte da borgonha, do pequeno vilarejo de Chablis e de 19 outros vilarejos e aldeias do departamento de Yonne. Como em todos os bons borgonhas brancos e cepa usada é o Chardonnay, que cresce em encostas de solo argiloso e de calcário, repleto de conchas fósseis de uma pequena ostra, a Exogyra virgula, o que contribui para uma excelente drenagem do solo. São quatro as denominações do Chablis: grand cru, premier cru, chablis e petit chablis.
Com aromas marcantes de maçã vermelha, pêssego, frutas cítricas e um leve toque de amêndoas, este vinho também se apresentou na boca com uma qualidade muito boa. Um vinho bastante equilibrado porém com um preço não muito convidativo. O produtor é Alain Geoffroy. Teor alcoólico: 12%. Importadora: Decanter. Preço: R$95,00. Minha nota: 88pts.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Muscadet - Sèvre e Maine (França)

Dos vinhos alsacianos este foi o que menos me impressionou. Talvez não tenha harmonizado de maneira adequada, pois segundo a literatura o ideal é servi-lo com frutos do mar, principalmente ostras. Como é muito difícil encontrar ostras frescas em Belo Horizonte a experiência se deu com alguns camarões pré-cozidos levemente passados no azeite. Na minha opinião não foi um casamento perfeito. O vinho é bom, leve, bem refrescante, aromas e sabores cítricos sem muita opulência. Acidez marcante. Não sei se pela frustração de não ter encontrado as ostras, mas eu senti nitidamente um leve sabor de ostras (mar) neste vinho! Maluquices a parte, o certo é que eu ainda vou ter que comprar outra garrafa para harmonizá-lo de maneira correta para esclarecer minhas dúvidas. P.S.: Não consegui achar a safra no rótulo.
Preço: R$35,00 (Carrefour). Nota: 83pts (por enquanto!)

domingo, 29 de novembro de 2009

Bienvenue Beaujolais Nouveau 2009 !

"Ou se ama, ou se odeia!" Talvêz esta seja a característica marcante deste polêmico vinho.
Talvêz seja esta uma estratégia de marketing associada ao grande espetáculo que é a distribuição mundial deste vinho no Beaujolais Day.
O fato é que, este ano ele está deliciosamente especial. A informação que me foi passada pela importadora é que a produção desta safra foi menor, o que elevou a qualidade do produto.
Uma explosão de aromas frutados como cerejas e maçãs saltam na taça como pipocas no fogo. Um sabor marcante de frutas vermelhas nos fazem pensar que estamos em um pomar de morangos cobertos ainda com o orvalho do amanhecer de tão refrescante. Um vinho para ser bebido rápido, pois, ao contrário de outros, ele não evolue na taça, chegando até a dar a impressão de uma leve oxidação com 30 minutos depois de aberto.
Para quem gosta, é um vinho marcante, diferente e que vale a pena esperar todo final de ano para degustá-lo. Comparações a parte, mas parece com a expectativa anual do show do Roberto Carlos!
Importadora: Mistral (R$83,00). Nota: 89pts

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de vinhos Rosés - Casa do Porto

Dando continuação aos cursos mensais da Casa do Porto o Somellier Gustavo Giacchero nos brindou ontem (dia 24/11) com mais uma das suas deliciosas degustações, desta vez foram os refrescantes Rosés.
Inicialmente degustamos três exemplares assim descritos:
1) Allegro Rosé 2007 (Chile - Maipo): Cabernet Sauvignon com Carmenere. Aromas de morango e cerejas bem evidentes. Na boca um vinho bem equilibrado, com boa acidez e um corpo bem estruturado. Nota: 85pts.
2) Chateau Le Grand Verdus 200
7 (França): Cabernet Sauvignon com Merlot. Aromas mais adocicados, lembrando figos e tuti-fruti. Na boca mostrou-se bem mais ácido (chegando a incomodar um pouco) e menos estruturado. Comparado aos outros da noite deixou bem a desejar. Nota: 83pts.
3)J. Bouchon 2007 (Chile - Maule): 100% cabernet Sauvugnon. Na minha opinião foi um dos pontos altos da noite. Aromas refrescantes de cerejas, um leve aroma de defumados mesclados com frutas mais maduras. Um vinho com uma estrutura muito bem equilibrada e ótima persistência. Nota: 87pts.
Depois passamos aos espumantes. Neste momento fizemos a degustação às cegas e tivemos uma grata surpresa no final. Foram degustados três marcas diferentes, um italiano e dois nacionais. Por unanimidade elegemos um dos nacionais como o melhor entre os três, Cave Amadeu Brut (Pinot Noir, produtor Mario Geisse). Suas perlagens e sua musse estavam indiscutivelmente bem superiores aos outros dois. Foi o mais equilibrado, com aromas de compotas de morango e cerejas, com bom corpo e persistência.
O segundo melhor foi o outro espumante nacional, curiosamente do mesmo produtor do Amadeu, o Cave Geisse Brut Rosè (Pinot Noir). Um vinho também muito bem estruturado , mais encorpado, porém ficou devendo na presistência da sua perlagem.
Por último ficou o Prosecco Italiano Mompellium (Prosecco com cabernet sauvignon). Mais leve e com pouca perlagem. Se não estivesse sendo comparado aos outros dois eu diria que é um bom espumante (já fiz um outro comentário dele aqui neste blog).
Foi uma noite muito agradável, discutimos vários pontos em relação a produção e harmonização dos rosès. Apenas sentí falta do Vila Franchionni Rosè, mas segundo o Gustavo ele está em falta no mercado.

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma volta ao mundo em quatro vinhos!

Ontem à noite, como de costume, fizemos uma reunião aqui em casa com meu grande amigo e enófilo Ricardo Guerra. O que era para ser apenas um encontro para tomarmos "um vinhozinho", acabou se tornando uma grande noite com uma verdadeira "volta ao mundo enológica"!!!
Iniciamos com um Procceco Italiano Monpellium - Cabernet Sauvignon extra dry, já descrito neste blog anteriormente, iniciamos em grande estilo.

Depois tomamos um rosê francês de syrah - Les Bateaux (Languedoc) 2007. Um vinho de excelente custo/benefício, com um corpo muito bom para um rosê, aromas de cereja intenso e amoras, presentes de forma muito agradável também no seu sabor. Nota: 88pts



Continuamos a viagem saíndo da europa e pousando na Africa do Sul, com um Assemblage de Syrah com Pinotage 2006 - Arniston Bay. Um vinho diferente. Encorpado, sabor marcante. Não sei se neste momento nosso teor alcólico já não era dos menores, mas o Ricardo conseguiu encontrar um sabor de "Hipoglós"!!!! O pior é que eu concordei!!!rsrsrs. Considerando este aspecto um tanto quanto, digamos, diferente, achei que este vinho não foi assim tão surpreendente quanto os dois iniciais. Nota: 82pts.

Terminamos nosma volta ao mundo de forma glamurosa. Kilikanoon Shiraz 2005 - South Australia. Que vinho fantástico!!. Um equilíbrio deslumbrante entre madeira, frutas vermelhas e maduras, taninos macios e aveludados, persistência, enfim, certamente um dos melhores vinhos que eu já tomei. O preço não é dos melhores mas também nada estratosférico. Nota: 94pts
"Este é o cara, quero dizer, o vinho...!!!!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Degustação as cegas de Merlot com cordeiro

Ontem realizei um desejo que a muito tempo vinha imaginando fazer, uma "degustação às cegas". Escolhemos uma determinada uva, que no caso foi a Merlot e harmonizamos com um pernil de Cordeiro com ervas e molho também a base de vinho merlot. Escolhemos os vinhos seguindo os seguintes critérios:
-Vari
etais 100% merlot.
- Se possível, o mais semelhante possível em termos de envelhecimento em barris e safras não muito distantes uma das outras.
-Três terroirs diferentes.

Os vinhos escolhidos foram:
1) Chateau Bardineau 2004, França. Um bordeaux varietal de Merlot (não c
onseguimos identificar ao certo quanto tampo de envelhecimento em barricas)
2) Salton Talento 2006, Brasil. Varietal de Merlot (12 meses de envelhecimento em barricas)
3) Santa Ema 2007, Chile. Também 100% Merlot (6 meses de envelhecimento em Barricas)

O Cordeiro foi marinado por 4 horas com vinho Merlot, alecrim, mangericão, salsinha e tempero de alho e sal. Acompanhado de arroz branco e cebolas caramelizadas ao molho merlot.
Num total de seis pessoas, foi feito inicialmente uma degustação sem harmonização para identificarmos os aromas, sabores e procedência dos vinhos, lembrando que nenhum dos participantes sabiam qual vinho estavam tomando. Foi dado um nota a cada um deles (entre 80 e 100). Depois foi servido o prato e então perguntado qual deles harmonizava melhor com o prato servido.

A experiência foi sensacional. Eu, particularmente, sempre quiz fazer uma degustação às cegas incluindo um vinho Brasileiro e outro Francês. O propósito seria quebrar alguns mitos e preconceitos, ou talvêz até acentuá-los.

O vinho que recebeu maior pontuação foi o Salton Talento (Brasil), quatro pontos a frente do Chileno e vinte e um pontos a frente do Francês.

No quesito harmonização houve um empate entre os três vinhos ( 2 votos para cada).

Descrevo agora a minha avaliação dos vinhos:

Chateau Bardineau 2004 - Apenas cinco anos de garrafa mas já com coloração mais atijolada, o que me causou já uma certa surpresa, pois cinco anos é um tempo curto para um envelhecimento tão acentuado. Pouco aromático, com tons leves de café, baunilha e madeira. Pouco encorpado. Na minha avaliação um vinho sem brilho. Nota: 82 pts.

Salton Talento 2006 - Um vinho completamente diferente do primeiro. Uma cor vermelho rubí vibrante, aromas de baunilha, café, frutas vermelhas e ameixa. A medeira esta um pouco acentuada (12 meses). Na boca um equilíbrio marcante entre o sabor das frutas e a madeira. Um vinho mais encorpado, taninos presentes e aveludados. Evolução muito boa na garrafa, provavelmente estando no seu melhor momento. Como a maioria dos vinhos nacionais de qualidade perca no quesito preço. Nota: 89 pts.

Santa Ema 2007 - Certamente um vinho ainda jovem e que prescisa de uma evolução de alguns anos na garrafa. Aromas marcantes de madeira e frutas vermelhas maduras. Taninos ainda rudes e com uma acidês que incomodava um pouco (vinho jovem ainda). Apesar disso, na minha opinião, foi o que hormonizou melhor com o cordeiro. Nota: 88 pts.

O cordeiro foi muito elogiado e realmente focou muito bom, de sabor suave e conscistência bem macia. Segue a receita:

Para 6 pessoas
-2 unidades pequenas de pernil de cordeiro que foram desossadas depois de descongeladas
-1 xícara de vinho Merlot
-alecrim
-mangericão
-salsinha seca
-pimenta do reino moída na hora
-tempero de alho e sal
Misturar todos os temperos e fazer uma marinada com a carne. Deixar na geladeira por 4 horas. Cobrir com papel alumínio e colocar para assar por 2 horas, retirando o papel alumínio nos últimos 30 minutos para secar o molho. Durante o cozimento regue a carne com o molho.
Cebolas caramelizadas:
-O quanto baste de cebolas cortadas em rodelas
-manteiga
-3 a 4 colheres de açúcar
-1 xícara de vinho merlot
Em uma panela derreta a manteiga e coloque a cebola. Quando ela estiver macia coloque o vinho e o açúcar e deixe cozinhar até que a cebola adquira a cor do molho e ele engrosse levemente.

Na minha avaliação o melhor vinho foi o nacional, quebrando um certo preconceito que eu tinha sobre vinhos brasileiros. Já em relação ao vinhos franceses, que me desculpem os experts em vinhos e apaixonados pelos franceses, mas eu ainda não conseguí tomar um vinho francês que realmente me encantasse, como muitos chilenos, californianos, potugueses, australianos, etc...
A experiência de se degustar as cegas é extremamente didática e certamente repetiremos mais vezes.

domingo, 30 de agosto de 2009

Vin D´alsace - Gewrztraminer 2007

Que vinho fantástico!!!Sempre ouví falar que a região francesa da Alsacia produz um dos melhores vinhos brancos do mundo. Certamente não é exagero. Um vinho amarelo ouro brilhante e envolvente. Os aromas florais, maracujá e maçã verde induzem nossa imaginação a uma resfrescante viagem aos alpes franceses. Tudo com uma acidês equilibradíssima. Olha que este é um exemplar de menor custo que eu achei no mercado. Algo em torno de R$45,00. Nota:91pts.
Sua harminização também foi perfeita. Iniciamos com pernas de centolha argentina regada ao molho de manteiga derretida que ficou maravilhoso. Depois derretemos um Brie francês em uma panela de fondue em fogo brando e associamos uma geléia de damasco, servido em fatias de pão. O resultado foi algo indescritível. O casamento perfeito! Com certeza repetirei esta experiência outras vezes.
A Alsácia é uma das raras regiões vinícolas do mundo dedicadas quase que exclusivamente aos vinhos brancos. Embora por lei a Alsácia seja uma região vinícola francesa, durante vários períodos do passado pertenceu à Alemanha. Também é uma região vinícola tão encantadora que poderia ter surgido diretamente de um conto de fadas. Os vinhedos são banhados pelo sol. e as casas parcialmente construídas em madeira, são alegremente adornadas com canteiros de flores, tendo como pano de fundo os Montes Vosges. As uvas mais importantes são: rieling, gerwustraminer, pinot gris, muscat e pinot blanc. Por lei, todos os vinhos da Alsácia devem ser engarrafados em garrafas compridas e afuniladas chamadas de "flutes d´alsace".