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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Camarão a Limenha por Renato Quintino

Esta é uma receita de camarão muito simples que aprendi com o Chef Renato Quintino. 

Excelente e muito fácil de fazer. 

Ele utiliza o molho Chimichurri, tradicionalmente usado em carnes vermelhas, mas, neste caso vamos acrescentar a manteiga para harmonizar com o camarão. 
Vamos à receita:

Para 2 pessoas:

10 camarões rosa XG (não economize nos camarões, neste caso os maiores são melhores)
Sal e pimenta do reino branca para temperar os camarões.

Paro o molho Chimichurri:
1 colher se chá de coentro fresco picado
1 colher da chá de orégano picado
1 colher de chá de tomilho fresco
1 colher de chá de cebola picada
1 colher de chá de alho picado
1 colher de chá de mostarda em pó
1 colher de café de páprica doce
soco de 1 limão
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de manteiga sem sal (pode ser gelada)
1 pitada de pimenta calabresa e pimenta do reino branca

Misture tudo e reserve. Não tem problemas a manteiga ficar em pequenos grumos, ela vai derreter nos camarões.

Tempere os camarões e frite-os em uma frigideira por 2 a 3 minutos até ficarem rosados e crocantes.
Disponha os camarões em um prato e coloque uma pequena porção do molho por cima. Sirva imediatamente.
Eu harmonizei com uma espumante francesa rosê Brut Dargent Pinot Noir. De qualidade razoável. O Ninot Noir combinou muito bem com o molho. Não é das melhores espumantes de Pinot Noir que já tomei mas "vale o que pesa".
Minha nota para a espumante: 83pts Comprada no Verdemar por R$20,00 (175ml)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Coc au Vin com Caranto Pinot Noir 2009

Sempre quis experimentar este tradicional prato francês, porém confesso um certo preconceito em relação a comer "galo". Não só por ser torcedor do Atlético Mineiro, mas principalmente por achar a carne de galo muito dura e com um paladar bem acentuado. Certo dia, assistindo ao programa do Buddy Valastro no canal TLC, tive uma grata surpresa quando ele informou que iria fazer um Coc au Vin mas que não iria utilizar o famoso galo na receita, e sim cortes de frango comum. Imediatamente tomei nota e me propus a experimentá-la.
Para acompanhá-la, o Buddy aconcelhou um bom Pinot Noir, mesmo vinho usado na receita. Seguindo uma sugestão da Gabriela da Zahil escolhemos o Caranto Pinot Noir 2009, italiano, produzido pela Astória nas ilhas próximo a Veneza. É um vinho de excelente qualidade, muito fresco, aromas intensos de framboesa  cereja e morangos frescos. Taninos bem leves com boa persistência. Um ótimo exemplar desta delicada uva.
Preço do vinho: R$68,00 Loja: Zahil importadora
Minha nota: 90pts

Receita de Coc au Vin (Buddy Valastro). Para 6 pessoas:

Ingredientes:
12 sobrecoxas de frango. (eu desossei elas e achai que ficou muito bom)
300 gr de bacom picados
Farinha de trigo (o suficiente para empanar o frango)
1 litro de água fervente com 3 cubos de caldo de galinha
1 garrafa de Vinho tinto seco (de preferência de Pinot Noir)
1 cebola grande picada
10 minicebolas inteiras e descascadas
2 cenouras grandes picadas
1 talo de Aipo (ou Salsão) picado
12 dentes de alho amassados
4 folhas de louro
Tominlho
1 vidro grande de champignons picados
Salsinha picada a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto
Azeite

Preparo:
Tempere o frango com sal e pimenta do reino e reserve
Em uma panela grande, doure o bacon picado, depois retire da panela e reserve. Passe os pedaços de frango na farinha de trigo e doure na mesma panela que fritou o bacon. Depois de fritos reserve em um recipiente saparado. Ainda utilizando a mesma panela que dourou o frango, adicione um pouco de azeite na panela e coloque a cebola picada, o alho, a cenoura, o aipo, as folhas de louro e o tomilho. Mexa por alguns minutos e acrescente o caldo de galinha e a garrafa inteira de vinho. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe reduzir lentamente por 1 hora. Depois acrescente o frango, o bacon, as minicebolas, o champignon e deixe fervendo em fogo baixo por mais 30 minutos(ou até que as minicebolas fiquem macias). Quando for servir acrescente a salsinha picada a gosto. Sirva com arroz branco. É dos Deuses...!!! A harmonização com o vinho é perfeita.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dukesfield Pinot Noir 2008 (C.B.E.)

A escolha do vinho do mês de dezembro da Confraria Brasileira de Enoblogs coube ao nosso confrade Deco do Blog Enodeco e foi "Pinot Noir até R$100,00". Eu quis sair um pouco do convencional e tentei escolher um pinot noir de um país que não tem muita tradição nesta uva. Recebi esta sugestão de um vendedor da Mistral. Um vinho fabricado na África do Sul por um preço bastante convidativo (R$52,00).
Vai aqui as características técnicas segundo site da Mistral:
Produtor: De Vetshof
Uva: 100% Pinot Noir
Vinhedos: Localizados na região de Robertson
Vinificação: tradicional com controle de temperatura
Maturação: Não passa por barricas novas para manter o frescor aromático
Temperatura de serviço: 16 a 18*
Teor alcóolico: 14,5%
Corpo: médio
Sugestão de guarda: até 5 anos
Combinações: Carnes leves, pato e peixes
Vinho equilibrado repleto de notas de frutas maduras.
Eu deixei que o vinho atingisse a temperatura de serviço e não usei o decanter. No início o álcool incomodou um pouco, mas melhorou certa de 30 minutos após aberto. No nariz ele agrada muito, com notas de frutas vermelhas maduras, principalmente cerejas e um pouco de baunilha. Na boca é um vinho de médio corpo com taninos bem finos e delicados, peca um pouco na persistência. Harmonizei com dois queijos, um gruyere e um parmesão fresco. Ele foi melhor com o gruyere. Também harmonizei com castanhas portuguesas. Aí cabe uma nota. Eu ainda não descobri um vinho que não harmonizasse bem com castanhas portuguesas. E, como não podia ser diferente, foi uma harmonização perfeita. Eu diria que é um bom vinho, mas não acho que tem um custo/benefício adequado. Não sei se compraria outra garrafa. Minha nota: 83pts

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quinta da Neve Pinot Noir - 2008

Por indicação do querido amigo Gustavo (do Blog Viajar e Pensar) eu tomei este, que certamente entrou para a minha lista dos melhores vinhos brasileiros que já tomei. Um vinho muito bem elaborado, aromas marcantes, característicos da uva e com uma estrutura muito bem equilibrada. Como a maioria dos bons vinhos nacionais ele pecou (bastante!) no quesito preço. Confesso que quando fui pagá-lo quase desistí umas duas vezes. Mas valeu por mais uma demonstração que a vinicultura brasileira está caminhando a passos largos para ocupar um importante destaque a nível sulamericano, e porque não, mundial. Preço: R$80,00 (Decanter). Nota: 86pts

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de vinhos Rosés - Casa do Porto

Dando continuação aos cursos mensais da Casa do Porto o Somellier Gustavo Giacchero nos brindou ontem (dia 24/11) com mais uma das suas deliciosas degustações, desta vez foram os refrescantes Rosés.
Inicialmente degustamos três exemplares assim descritos:
1) Allegro Rosé 2007 (Chile - Maipo): Cabernet Sauvignon com Carmenere. Aromas de morango e cerejas bem evidentes. Na boca um vinho bem equilibrado, com boa acidez e um corpo bem estruturado. Nota: 85pts.
2) Chateau Le Grand Verdus 200
7 (França): Cabernet Sauvignon com Merlot. Aromas mais adocicados, lembrando figos e tuti-fruti. Na boca mostrou-se bem mais ácido (chegando a incomodar um pouco) e menos estruturado. Comparado aos outros da noite deixou bem a desejar. Nota: 83pts.
3)J. Bouchon 2007 (Chile - Maule): 100% cabernet Sauvugnon. Na minha opinião foi um dos pontos altos da noite. Aromas refrescantes de cerejas, um leve aroma de defumados mesclados com frutas mais maduras. Um vinho com uma estrutura muito bem equilibrada e ótima persistência. Nota: 87pts.
Depois passamos aos espumantes. Neste momento fizemos a degustação às cegas e tivemos uma grata surpresa no final. Foram degustados três marcas diferentes, um italiano e dois nacionais. Por unanimidade elegemos um dos nacionais como o melhor entre os três, Cave Amadeu Brut (Pinot Noir, produtor Mario Geisse). Suas perlagens e sua musse estavam indiscutivelmente bem superiores aos outros dois. Foi o mais equilibrado, com aromas de compotas de morango e cerejas, com bom corpo e persistência.
O segundo melhor foi o outro espumante nacional, curiosamente do mesmo produtor do Amadeu, o Cave Geisse Brut Rosè (Pinot Noir). Um vinho também muito bem estruturado , mais encorpado, porém ficou devendo na presistência da sua perlagem.
Por último ficou o Prosecco Italiano Mompellium (Prosecco com cabernet sauvignon). Mais leve e com pouca perlagem. Se não estivesse sendo comparado aos outros dois eu diria que é um bom espumante (já fiz um outro comentário dele aqui neste blog).
Foi uma noite muito agradável, discutimos vários pontos em relação a produção e harmonização dos rosès. Apenas sentí falta do Vila Franchionni Rosè, mas segundo o Gustavo ele está em falta no mercado.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Anakena - Pinot Noir - 2007

Um vinho bastante interessante no quesito custo/benefício. O Anakena Single Vineyard 2007 é produzido no Vale do Rapel no Chile, constituído 100% da uva Pinot Noir e envelhecido 6 meses em barricas de carvalho francesas, apresenta uma cor rubí muito bonita e peculiar. Seus aromas passam pelas frutas vermelhas frescas (cerejas e amoras) e tons florais leves, tudo envolvido num delicado toque amadeirado. Um vinho de corpo médio e sabor amplo e equilibrado. Taninos bem suaves porém sem deixar perder uma certa robustês no paladar, talvêz mais por conta do alcool que apresentou-se um pouco elevado na boca. Harmonizou muito bem com um queijo Brie.
Nota: 88pts Custo: R$45,00