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domingo, 1 de maio de 2016

Corinto Chardonnay 2015 e Espaguete com Salmão Defumado

Uma excelente dica para aqueles dias que você está querendo alguma coisa diferente mas não está tão animado a se aventurar em pratos trabalhosos, ou não tem tanto tempo para isso.
Uma opção simples e rápida. 

O vinho, um bom exemplar de chardonnay, leve e fresco. de uma jovem vinícola chilena (enólogo francês Philippe Debrus), decoloração palha, sem passagem por madeira, podendo assim acompanhar pratos mais leves. Aromas intensos de pêra e maçã verde, Na boca bem fresco e aveludado, com um leve sabor de abacaxi. Ótima opção de um vinho com com preço mais em conta e sem a rusticidade (e os preços) dos chardonnays amadeirados. Preço: R$29,00, minha nota 86 pts.
Vamos à receita: (para duas pessoas)

Ingredientes:
250grs de um bom espaguete (ou linguine), eu gosto muito das marcas italianas.
100grs de salmão defumado
1 1/2 xícara de creme de leite fresco
Raspas de 1 limão siciliano
Dill (ou endro) fresco
Sal e pimenta do reino (branca)

Cozinhe o espaguete de acordo com as especificações da embalagem. Em uma panela coloque o creme de leite e deixe ferver. Pique o salmão em tirinhas e coloque no creme de leite. Deixe ferver por 3 a 5 minutos e acrescente as raspas de limão e o dill. acerte no sal e na pimenta. Misture o espaguete e sirva quente. Bem simples!!!! Bom apetite.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Haras Character Cabernet Sauvignon 2004

Mais um grande vinho chileno. Comprei esta garrafa na minha visita ao Chile por recomendação de um amigo. Com certeza não arrependí. Um vinho de cor vermelho escuro já com tons atijolados por ter 7 anos de evolução na garrafa. Apesar do alto teor alcoolico, que incomodou no início, após 40 minutos de aberto transformou e encorpou o vinho conferindo-lhe grandeza e personalidade. Aromas de madeira decorrentes dos 14 meses de barricas são marcantes associados às tradicionais frutas vermelhas maduras da cabernet sauvignon e toques tostados, couro e de pimentão. Na boca, um excelente corpo com taninos bem aveludados e uma persistência muito boa. Apesar a jovialidade da Vinícola Haras de Pirque (criada em 1991), ela demonstra que está no mercado para encarar de frente grandes rótulos Chilenos e da América do Sul em geral. Minha nota: 90pts. Preço: aqui no Brasil pode ser encontrado na Terroir por aproximadamente: R$120,00.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EQ Syrah 2007 - Melhor de 2011


Todo final de ano eu escolho para ocupar o cargo de "melhor do ano". Apesar de faltarem ainda alguns dias para terminar dezembro (ainda pretendo tomar mais alguns bons rótulos), acho que vou me antecipar e eleger o de 2011. Sem sombra de dúvida este Syrah foi o melhor que tomei este ano. Nunca escondi que sou fã de carteirinha desta uva. Não é atoa que o escolhido do ano passado também foi um Syrah, só que da Austrália. Produzido na região de San Antonio no Chile, sua vinícola (Matetic) produz vinhos de excelente qualidade. 
De cor púrpura intensa, seus aromas saltam à taça e nos brindam com frutas vermelhas maduras, tostados, pimentão e um toque amadeirado decorrente dos seus 12 meses de barricas francesas. Na boca se apresentou como um vinho de excelente corpo, taninos macios e aveludados, uma persistência muito boa e um excelente final de boca. O único ponto "negativo" é o preço. Apesar de que, pela qualidade, acho que os R$150,00 são bem pagos. Minha nota: 93 pts (com louvor!). Pode ser encontrado na Casa do Porto Harmoniza muito bem com queijos de massa amarela (um bom parmesão).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Santa Ema - Chardonnay Gran Reserva 2009

No último sábado fui ao restaurante Vechio Sogno. Sempre tive o interesse de visitar o local tão recomendado por outras pessoas e recanto do badalado chef Ivo Faria.
Após um delicioso couvert acompanhado de uma Pericó Brut, pedimos o prato principal cujo tema central foi camarão. Minha esposa pediu um risotto de tomates frescos com tempura de camarão e eu fui nos camarões flambados com raviolis negros. O vinho foi sugestão do sommelier da casa. Acertou em cheio!
100% chardonnay com 7 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francesas.
Produzido no Vale de Casablanca no Chile. Um vinho muito bem estruturado. Aromas de mel, abacaxí maracujá e um toque de baunilha podem ser percebidos a uma certa distância da taça.
Na boca não podia ser diferente. Um paladar muito fresco com notas deliciosas de avelã e nozes combinado com um leve toque de baunilha completam a excelência deste vinho.

Recomendo a todos que quiserem um restaurante mais requintado com uma gastronomia de alto nível. O preços, bom, é melhor deixar prá lá. De vez em quando é bom fazer umas extravagâncias!!!!
Minha nota: 90pts. Valor somente do vinho (no restaurante): R$120,00

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Carpe Diem - C. Sauvignon 2004 - Gran Reserva

Em tudo na vida a paciência é uma grande virtude. Não poderia ser diferente no mundo dos vinhos. Muitas vezes nossa ansiedade por experimentar os mais diferentes vinhos nos leva a tomar vinhos jovens sem tirar dele todo esplendor da sua maturidade. Quantas vezes já escutei comentários como: "vai guardar este vinho? Vai virar vinagre!!", ou "Para que guardar, não vai mudar nada no sabor...!!!"
Por algumas vezes aqui neste blog eu pude comentar sobre a importância de se esperar até que o vinho atinja a sua maturidade.
Hoje trago mais um exemplo. Este vinho está na melhor da sua plenitude, 18 meses de barrica de carvalho e 6 anos de garrafa.
Ainda apresenta uma cor rubi fascinante, aromas exuberantes de frutas vermelhas maduras perfeitamente equilibrado com aquele toque de carvalho francês. Na boca é simplesmente perfeito, taninos macios aveludados com uma persistência excelente.
Em outras palavras, "a maturidade e a sabedoria dos 50 com a aparência e o espírito dos 30...".
Um forte nome para entrar na lista dos melhores do ano!
Importadora: Casa do Porto, Valor: Tem muito tempo que comprei e provavelmente vai ser difícil de achar esta safra no mercado. Acho que paguei na faixa dos R$50 a R$60,00.
Minha nota: 94pts ( Esta é a nota máxima que eu já dei nas minhas avaliações, não vou dar mais para sobrar pontos para aqueles considerados ícones e que ainda não tomei...)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Lapostolle "Casa" - Cabernet Sauvignon 2006

Confesso que sempre tive um certo preconceito com a Cabernet Sauvignon. Não sei se o nome certo seria mesmo o preconceito. Acho que por ser uma uva muito difundida, divulgada e plantada em praticamente todos os países do mundo, minha curiosidade em conhecer e aprender sobre outras variedades de castas me fez deixar um pouco de lado esta deliciosa representante da vitis vinífera.
Os vinhos feitos com Cabernet Sauvignon geralmente são muito encorpados, com personalidade bem marcante. Realmente são "vinhos de gente grande"!!!. Este representante da famosa vinícola chilena Lapostolle não é diferente. Suas características olfativas emergem da taça na forma de frutas vermelhas maduras, principalmente amoras e morangos. A baunilha e uma madeira bem delicada, apesar dos 10 meses de barrica de carvalho francês, completam seus aromas. Tudo isso pode se confirmar na boca, associado a taninos aveludados e boa persistência. Seu teor alcoólico é de 15%, o que incomodou um pouco logo ao abrir a garrafa, mas com cerca de 30 minutos de aberto a sensação alcoólica estava mais discreta. O rótulo traseiro traz informação que seu poder de guarda pode ser de 10 anos. Importadora: Mistral (Em BH pode ser encontrado na Morini)- Preço: R$45,00 - Minha nota: 88pts

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Peñalolem - Cabernet Sauvignon 2006

Sem a menor sombra de dúvida, este é um dos melhores Cabernet Sauvignon que já tomei.
Fiquei apaixonado por esse vinho quando experimentei a safra 2004 no ano passado e a 2006 não deixou nada a dever. Cassis, amoras, framboesas, chocolate e baunilha são alguns dos facinantes aromas deste vinho.
Na boca é aveludado, encorpado e com muita personalidade. Seus taninos são como uma seda que, mesclando com o carvalho forma uma estrutura que poucos vinhos podem oferecer.
Pela sua qualidade eu o coloco na minha lista de "bons e baratos". Pode ser encontrado no Verdemar e na Casa do Porto. Preço: Próximo de R$60,00 (já faz algum tempo que comprei e não me recordo ao certo do preço). Minha nota: 94pts.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de vinhos Rosés - Casa do Porto

Dando continuação aos cursos mensais da Casa do Porto o Somellier Gustavo Giacchero nos brindou ontem (dia 24/11) com mais uma das suas deliciosas degustações, desta vez foram os refrescantes Rosés.
Inicialmente degustamos três exemplares assim descritos:
1) Allegro Rosé 2007 (Chile - Maipo): Cabernet Sauvignon com Carmenere. Aromas de morango e cerejas bem evidentes. Na boca um vinho bem equilibrado, com boa acidez e um corpo bem estruturado. Nota: 85pts.
2) Chateau Le Grand Verdus 200
7 (França): Cabernet Sauvignon com Merlot. Aromas mais adocicados, lembrando figos e tuti-fruti. Na boca mostrou-se bem mais ácido (chegando a incomodar um pouco) e menos estruturado. Comparado aos outros da noite deixou bem a desejar. Nota: 83pts.
3)J. Bouchon 2007 (Chile - Maule): 100% cabernet Sauvugnon. Na minha opinião foi um dos pontos altos da noite. Aromas refrescantes de cerejas, um leve aroma de defumados mesclados com frutas mais maduras. Um vinho com uma estrutura muito bem equilibrada e ótima persistência. Nota: 87pts.
Depois passamos aos espumantes. Neste momento fizemos a degustação às cegas e tivemos uma grata surpresa no final. Foram degustados três marcas diferentes, um italiano e dois nacionais. Por unanimidade elegemos um dos nacionais como o melhor entre os três, Cave Amadeu Brut (Pinot Noir, produtor Mario Geisse). Suas perlagens e sua musse estavam indiscutivelmente bem superiores aos outros dois. Foi o mais equilibrado, com aromas de compotas de morango e cerejas, com bom corpo e persistência.
O segundo melhor foi o outro espumante nacional, curiosamente do mesmo produtor do Amadeu, o Cave Geisse Brut Rosè (Pinot Noir). Um vinho também muito bem estruturado , mais encorpado, porém ficou devendo na presistência da sua perlagem.
Por último ficou o Prosecco Italiano Mompellium (Prosecco com cabernet sauvignon). Mais leve e com pouca perlagem. Se não estivesse sendo comparado aos outros dois eu diria que é um bom espumante (já fiz um outro comentário dele aqui neste blog).
Foi uma noite muito agradável, discutimos vários pontos em relação a produção e harmonização dos rosès. Apenas sentí falta do Vila Franchionni Rosè, mas segundo o Gustavo ele está em falta no mercado.

sábado, 21 de novembro de 2009

Tiento Monte Carmenere reserva - 2007


Um vinho daqueles que "valem o quanto pesam". 100% Carmenere, cor púrpura profunda e brilhante. Aroma envolvente de frutas vermelhas com as típicas notas de pimenta, chocolate e defumados do carmenere. Vinho muito bem equilibrado. Produzido no Vale do Curicó - Chile. Preço: 16,00 (meia garrafa) no Verdemar. Nota: 87pts

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ventoleira - Sauvignon Blanc 2006

Um vinho com muita personalidade. Leve e refrescante, mas sem perder a elegância. Aromas cítricos e florais bem equilibrados com um leve toque de madeira bem discreto. Na boca é deslumbrante, harmonizou muito bem com queijo de cabra e mortadela italiana. Apesar do preço não ser muito convidativo, certamente vale a pena pela excelente qualidade deste Sauvignon Blanc chileno do Leyda Valey. Encontrado na Casa do Porto. Nota: 90pts

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Degustação as cegas de Merlot com cordeiro

Ontem realizei um desejo que a muito tempo vinha imaginando fazer, uma "degustação às cegas". Escolhemos uma determinada uva, que no caso foi a Merlot e harmonizamos com um pernil de Cordeiro com ervas e molho também a base de vinho merlot. Escolhemos os vinhos seguindo os seguintes critérios:
-Vari
etais 100% merlot.
- Se possível, o mais semelhante possível em termos de envelhecimento em barris e safras não muito distantes uma das outras.
-Três terroirs diferentes.

Os vinhos escolhidos foram:
1) Chateau Bardineau 2004, França. Um bordeaux varietal de Merlot (não c
onseguimos identificar ao certo quanto tampo de envelhecimento em barricas)
2) Salton Talento 2006, Brasil. Varietal de Merlot (12 meses de envelhecimento em barricas)
3) Santa Ema 2007, Chile. Também 100% Merlot (6 meses de envelhecimento em Barricas)

O Cordeiro foi marinado por 4 horas com vinho Merlot, alecrim, mangericão, salsinha e tempero de alho e sal. Acompanhado de arroz branco e cebolas caramelizadas ao molho merlot.
Num total de seis pessoas, foi feito inicialmente uma degustação sem harmonização para identificarmos os aromas, sabores e procedência dos vinhos, lembrando que nenhum dos participantes sabiam qual vinho estavam tomando. Foi dado um nota a cada um deles (entre 80 e 100). Depois foi servido o prato e então perguntado qual deles harmonizava melhor com o prato servido.

A experiência foi sensacional. Eu, particularmente, sempre quiz fazer uma degustação às cegas incluindo um vinho Brasileiro e outro Francês. O propósito seria quebrar alguns mitos e preconceitos, ou talvêz até acentuá-los.

O vinho que recebeu maior pontuação foi o Salton Talento (Brasil), quatro pontos a frente do Chileno e vinte e um pontos a frente do Francês.

No quesito harmonização houve um empate entre os três vinhos ( 2 votos para cada).

Descrevo agora a minha avaliação dos vinhos:

Chateau Bardineau 2004 - Apenas cinco anos de garrafa mas já com coloração mais atijolada, o que me causou já uma certa surpresa, pois cinco anos é um tempo curto para um envelhecimento tão acentuado. Pouco aromático, com tons leves de café, baunilha e madeira. Pouco encorpado. Na minha avaliação um vinho sem brilho. Nota: 82 pts.

Salton Talento 2006 - Um vinho completamente diferente do primeiro. Uma cor vermelho rubí vibrante, aromas de baunilha, café, frutas vermelhas e ameixa. A medeira esta um pouco acentuada (12 meses). Na boca um equilíbrio marcante entre o sabor das frutas e a madeira. Um vinho mais encorpado, taninos presentes e aveludados. Evolução muito boa na garrafa, provavelmente estando no seu melhor momento. Como a maioria dos vinhos nacionais de qualidade perca no quesito preço. Nota: 89 pts.

Santa Ema 2007 - Certamente um vinho ainda jovem e que prescisa de uma evolução de alguns anos na garrafa. Aromas marcantes de madeira e frutas vermelhas maduras. Taninos ainda rudes e com uma acidês que incomodava um pouco (vinho jovem ainda). Apesar disso, na minha opinião, foi o que hormonizou melhor com o cordeiro. Nota: 88 pts.

O cordeiro foi muito elogiado e realmente focou muito bom, de sabor suave e conscistência bem macia. Segue a receita:

Para 6 pessoas
-2 unidades pequenas de pernil de cordeiro que foram desossadas depois de descongeladas
-1 xícara de vinho Merlot
-alecrim
-mangericão
-salsinha seca
-pimenta do reino moída na hora
-tempero de alho e sal
Misturar todos os temperos e fazer uma marinada com a carne. Deixar na geladeira por 4 horas. Cobrir com papel alumínio e colocar para assar por 2 horas, retirando o papel alumínio nos últimos 30 minutos para secar o molho. Durante o cozimento regue a carne com o molho.
Cebolas caramelizadas:
-O quanto baste de cebolas cortadas em rodelas
-manteiga
-3 a 4 colheres de açúcar
-1 xícara de vinho merlot
Em uma panela derreta a manteiga e coloque a cebola. Quando ela estiver macia coloque o vinho e o açúcar e deixe cozinhar até que a cebola adquira a cor do molho e ele engrosse levemente.

Na minha avaliação o melhor vinho foi o nacional, quebrando um certo preconceito que eu tinha sobre vinhos brasileiros. Já em relação ao vinhos franceses, que me desculpem os experts em vinhos e apaixonados pelos franceses, mas eu ainda não conseguí tomar um vinho francês que realmente me encantasse, como muitos chilenos, californianos, potugueses, australianos, etc...
A experiência de se degustar as cegas é extremamente didática e certamente repetiremos mais vezes.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Anakena - Pinot Noir - 2007

Um vinho bastante interessante no quesito custo/benefício. O Anakena Single Vineyard 2007 é produzido no Vale do Rapel no Chile, constituído 100% da uva Pinot Noir e envelhecido 6 meses em barricas de carvalho francesas, apresenta uma cor rubí muito bonita e peculiar. Seus aromas passam pelas frutas vermelhas frescas (cerejas e amoras) e tons florais leves, tudo envolvido num delicado toque amadeirado. Um vinho de corpo médio e sabor amplo e equilibrado. Taninos bem suaves porém sem deixar perder uma certa robustês no paladar, talvêz mais por conta do alcool que apresentou-se um pouco elevado na boca. Harmonizou muito bem com um queijo Brie.
Nota: 88pts Custo: R$45,00

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vertical de Almaviva na Casa do Porto






Aconteceu ontem na Casa do Porto mais um daqueles memoráveis encontros, que sempre acabam com um gostinho de "quero mais...". Estiveram presentes o enólogo responsável pela produção do Almaviva e do Escudo Rojo, Sr. Michele Friou juntamente com o diretor presidente do grupo Baron Philippe Rothchild no Chile, Sr. Frederic de Geloes.
A degustação se iniciou com o Escudo Rojo 2007, um vinho robusto, elegante e marcante. Ainda um pouco jovem, mas certamente um grande vinho. Nota: 89pts.
Passou-se então a uma fantástica vertical do Almaviva, iniciando-se com a safra 1998, 2001, 2002 e 2004. O lendário Almaviva, presente na lista de desejos de consumo de todo enófilo que se preze, é fruto de uma "Joint Venture" entre o grupo Baron Philippe Rothschild e a Concha y Toro, maior vinícola do Chile. O nome Almaviva provém da literatura francesa. "El conde de Almaviva" é o nome de uma famosa obra de Le Beumarchais, autor também da famosa obra "O barbeiro de Sevilha (1775).

O Almaviva 1998, um corte de 72% de Cabernet Sauvignon, 26% de Carmenere e 2% de Cabernet Franc, mostrou ser um vinho com um bela capacidade de envelhecimento. Mesmo não sendo uma das melhores safras em termos climáticos o vinho mostrou uma satisfatória evolução na garrafa. Já com uma coloração mais atijolada, uma aroma bem marcante do carvalho, baunilha, café e tostados, este vinho mostrou-se na boca com taninos bem suaves e um retrogosto bem aveludado. Nota: 90pts

A safa 2001 foi um ano com uma grande quantidade pluviométrica, causando uma colheita de mais estrutura e concentração. O corte ficou em 70% de Cabertnet Sauvignon, 27% carmenere e 3% de Cabernet Franc. O aroma de carvalho está mais harmonioso com os aromas de frutas vermelhas e florais. Taninos mais presentes porém elegantes. Um vinho com muita força e arrogância. Persistencia muito boa. Nota: 91pts

Bem semelhante ao 2001, apresentou-se a safra 2002. Um vinho bastante equilibrado, encorpado, taninos elegantes, boa persistência e retrogosto aveludado. Nota: 91 pts.

Já com um potencial apaixonante, a safra 2004 veio com um corte apenas de Cabernet Sauvignon (72%) e Carmenere (28%). Um vinho que já nasceu grande e com um potencial de guarda excepcional. Na boca mostrou com perfeição a integração emtre o carvalho francês e os sabores das frutas vermelhas como o morango e cerejas. Taninos um pouco mais acentuados devido a sua jovialidade. Nota:92pts

Para um "gran finale" a Caso do Porto nos brindou com uma garrafa do Chateau Mouton Rothschild safra 1999. Este maravilhoso 1er cru composto por um corte de Cabernet Sauvignon (86%), Merlot (12%) e Cabernet Franc (2%), mostrou toda a riqueza de aromas e sabores de um grande Bordeaux. Um vinho rico, intenso de prazeres e extremamente aveludado. Nota: 94pts.

Meus parabéns à Casa do Porto por esta noite maravilhosa e memorável, digna da grandeza e da competência desta empresa.

sábado, 25 de julho de 2009

De Martino - Legado Syrah

Acabei de degustar este vinho na agradável companhia de Ricardo Guerra e Silvina, sua esposa. Um vinho bem encorpado com uma cor púrpura vibrante, aromas de especiarias discreto, frutas vermelhas e café. Segundo o Ricardo também tem o aroma de " frescor da manhã" (essa ele viajou mesmo.....rsrsrsr). Peca um pouquinho na persistência e também poderia ter um pouco mais de madeira. Esperava mais pela tradição da vinícola e pelo preço. Nota: 86 pts