sábado, 5 de abril de 2014

Camarões grelhados com risoto marguerita e Chardonnay

Uma receita muito saborosa, rápida e fácil de fazer. 

Para 3 a 4 pessoas:
  • Calcule aproximadamente 6 camarões grandes por pessoa, sem casca deixando o rabo (por mim, colocaria 10...!!!)
  • 1 1/2 xícara de arroz arbóreo
  • 1 xícara de vinho branco ( use o mesmo chardonnay que vai acompanhar o prato)
  • 6 dentes de alho picadinhos
  • 1/2 cebola picada
  • 1 litro de água fervente
  • 3 tabletes de caldo de legumes (usei 3 sachês de sazon legumes)
  • 1 lata de tomate pelatti
  • Manjericão a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Tempero de alho e sal a gosto
  • 1 colher de chá de manteiga


Modo de preparo:
Aqueça a água e coloque o caldo de legumes, reserve. Limpe e tempere os camarões com pimenta do reino e tempero de alho e sal, reserve.
Em uma panela coloque um fio de azeite, as cebolas e o alho e deixe dourar. Coloque o arroz e depois o vinho branco. Mexendo sempre para o arroz não grudar no fundo, vá colocando conchas do caldo de legumes até que o arroz fique "ao dente". Acrescente o manjericão e aproximadamente 3/4 da lata de tomate pelatti (pique os tomates para não ficar pedaços grandes). Finalize com a manteiga.
Grelhe os camarões, lembrando que o cozimento não deve durar muito para que os camarões fiquem bem crocantes.
Monte o prato com um toque de salsinha desidratada. 
Bon appetit!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Petit Verdot com Risoto de rabada com agrião


Originária da França a uva Petit Verdot normalmente é usada no corte bordalês devido a sua acidez intensa conferindo mais corpo e robustez ao vinho que é adicionada. Por este motivo são poucos os rótulos varietais de Petit Verdot. Este, em especial, é um vinho Argentino, produzido em Mendoza, safra 2007, cujo nome é "Temático". Um Gran Reserva com 12 meses de barricas (90% franceses e 10% americano).

Um vinho com um belo corpo e persistência. Aromas de frutas vermelhas intenso e notas amadeiradas com muito equilíbrio. Devido a sua acidez acentuada escolhi um prato mais untuoso para harmonizar. O resultado foi perfeito.

Receita (para 4 pessoas)
  • Aproximadamente 1,5 kg de rabada bovina
  • 1 maço de agrião
  • 3 tabletes de caldo de carne
  • 1 cebola picadinha grande
  • Tempero de alho e sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Colorau a gosto
  • 2 xícaras de arroz arbóreo
  • 1 cálice cheio de vinho branco seco
  • 5 a 6 dentes de alho amassados
  • 2 tomates picados sem sementes
  • Parmesão ralado a gosto
  • Azeite
  • 1/2 copo de vinagre
Preparo:
Retire o excesso de gordura da rabada sem retirar tudo, deixe um pouco. Lave e deixe de molho na água com 1/2 copo de vinagre por 10 minutos. Depois tempere com alho e sal e pimenta do reino.
Em uma panela de pressão coloque um fio de azeite e doure 1/2 cebola picadinha. Coloque a rabada, os tabletes de caldo de carne e o colorau. Deixe fritar por alguns minutos e depois acrescente água o suficiente e tampe a panela. Cozinhe por aproximadamente 1 hora, ou até a carne ficar bem macia a ponto de soltar do osso com facilidade. Depois retire a rabada e reserve o caldo. Com um grafo retire a carne dos ossos e desfie levemente, reserve.
Em outra panela acrescente um fio de azeite, o restante da cebola e o alho amassado. Doure levemente. Acrescente o arroz arbóreo e o vinho branco. Vá mexendo sempre e acrescentando conchas do caldo da rabada até que o arroz fique "ao dente". Acrescente o tomate e a carne. Por fim, retire as folhas do agrião e refogue em outra panela com um pouquinho de sal e um fio de azeite. Acrescente o agrião refogado ao risoto misturando levemente. Sirva com um pouco de queijo parmesão ralado.
Para sobremesa: um chocolate ao leite com o vinho Petit Verdot, é fenomenal, vocês não imaginam como este vinho harmoniza bem com o chocolate, é uma sobremesa simples e fantástica!
Nota para o vinho: 90 pts. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Herdade dos Coteis reserva 2008 + Yakisoba

Na minha humilde caminhada pelo maravilhoso mundo eno-gastronômico, aprendi algumas coisas que poço atestar que são verdadeiras. Uma delas é: "na dúvida vai no português que você não erra...!!!". Hoje eu queria fazer um Yakisoba aqui em casa e estava em dúvida sobre qual vinho deveria tomar. Pensei muito, olhei nas minhas referências bibliográficas e achei mais dúvidas que certezas. Foi então que me lembrei da frase acima e peguei este vinho que me foi dado de presente por um cunhado. Herdade dos Coteis, reserva 2008, vinho regional alentejano, 10 meses de barricas francesas e americanas. Um corte de trincadeira e touriga nacional, com 14,5% álcool. Um vinho despretensioso mas com muita personalidade. No nariz toques de madeira, baunilha e frutas vermelhas maduras são exuberantes. Na boca um vinho de médio corpo com taninos macios e aveludados e um bom final de boca. A harmonização não poderia ter sido melhor, foi perfeita. Uma excelente dica para quem gosta do yakisoba e gosta de prepará-lo em casa. Aqui vai a receita de como eu preparei:

Yakisoba

Ingredientes: (para 4 pessoas)
1 pacote de macarrão nissim para yakisoba de 500gr
300gr de carne de boi (pode ser de segunda) picadas em cubos
300gr de peito de frango picados em cubos
3 folhas de repolho picadas grosseiramente
couve flor (quanto goste, eu coloquei uns 4 pedaços)
brócolis (o quanto goste, eu coloquei uns 4 pedaços)
1 vidro de champignons
meio pimentão vermelho pequeno e meio pimentão amarelo picados em pedaços grandes
1 cenoura picada
Meia cebola picada
Amendoim a gosto (opcional)
Molho pronto para yakisoba (encontra-se em supermercados melhores ou lojas de produtos japoneses, eu comprei no Verdemar)

Modo de preparo:
Cozinhe todos os legumes separadamente e deixe que fiquem "ao dente", não pode cozinhar muito, reserve.
Cozinhe o macarrão segundo as orientações do fabricante e reserve.
De preferência em uma wok, se não tiver pode ser em uma panela grande qualquer, aqueça um fio de azeite e frite a carne já temperada com alho e sal e pimenta do reino, acrescente a cebola picadinha e deixe cozinhar até a carne ficar dourada. depois vá acrescentando os legumes aos poucos e os champignons. No final acrescente o amendoim, o macarrão e, por último, 250 a 300ml do molho para yakisoba (se não achar o molho pronto, faça com molho shoyo e óleo de gergelim). Sirva imediatamente. Se utilizar uma wok sirva diretamente nela, pois vai manter o aquecimento. É dos Deuses...!!!

Minha nota para o vinho: 88pts, Preço do vinho: Foi um presente, não sei o valor exato, mas pesquisei na internet, deve ser em torno de R$30,00.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Coc au Vin com Caranto Pinot Noir 2009

Sempre quis experimentar este tradicional prato francês, porém confesso um certo preconceito em relação a comer "galo". Não só por ser torcedor do Atlético Mineiro, mas principalmente por achar a carne de galo muito dura e com um paladar bem acentuado. Certo dia, assistindo ao programa do Buddy Valastro no canal TLC, tive uma grata surpresa quando ele informou que iria fazer um Coc au Vin mas que não iria utilizar o famoso galo na receita, e sim cortes de frango comum. Imediatamente tomei nota e me propus a experimentá-la.
Para acompanhá-la, o Buddy aconcelhou um bom Pinot Noir, mesmo vinho usado na receita. Seguindo uma sugestão da Gabriela da Zahil escolhemos o Caranto Pinot Noir 2009, italiano, produzido pela Astória nas ilhas próximo a Veneza. É um vinho de excelente qualidade, muito fresco, aromas intensos de framboesa  cereja e morangos frescos. Taninos bem leves com boa persistência. Um ótimo exemplar desta delicada uva.
Preço do vinho: R$68,00 Loja: Zahil importadora
Minha nota: 90pts

Receita de Coc au Vin (Buddy Valastro). Para 6 pessoas:

Ingredientes:
12 sobrecoxas de frango. (eu desossei elas e achai que ficou muito bom)
300 gr de bacom picados
Farinha de trigo (o suficiente para empanar o frango)
1 litro de água fervente com 3 cubos de caldo de galinha
1 garrafa de Vinho tinto seco (de preferência de Pinot Noir)
1 cebola grande picada
10 minicebolas inteiras e descascadas
2 cenouras grandes picadas
1 talo de Aipo (ou Salsão) picado
12 dentes de alho amassados
4 folhas de louro
Tominlho
1 vidro grande de champignons picados
Salsinha picada a gosto
Sal e pimenta do reino a gosto
Azeite

Preparo:
Tempere o frango com sal e pimenta do reino e reserve
Em uma panela grande, doure o bacon picado, depois retire da panela e reserve. Passe os pedaços de frango na farinha de trigo e doure na mesma panela que fritou o bacon. Depois de fritos reserve em um recipiente saparado. Ainda utilizando a mesma panela que dourou o frango, adicione um pouco de azeite na panela e coloque a cebola picada, o alho, a cenoura, o aipo, as folhas de louro e o tomilho. Mexa por alguns minutos e acrescente o caldo de galinha e a garrafa inteira de vinho. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe reduzir lentamente por 1 hora. Depois acrescente o frango, o bacon, as minicebolas, o champignon e deixe fervendo em fogo baixo por mais 30 minutos(ou até que as minicebolas fiquem macias). Quando for servir acrescente a salsinha picada a gosto. Sirva com arroz branco. É dos Deuses...!!! A harmonização com o vinho é perfeita.

quarta-feira, 27 de março de 2013


Alma Negra Blanc de Blancs Brut 


Em recente ida os restaurante Osteria Matiazzi (BH), pude experimentar este excelente espumante argentino. Produzido pelo método Charmat em Mendoza por Ernesto katena, é composto de 100% de Chardonnay (vinhedos de 40 anos). Maturação de 12 meses na garrafa. A safra 2007 recebeu 90 pts de Robert Parker.
Tem uma coloração amarelo palha brilhante e uma perlagem fina e exuberante. Possui notas de tostados bem intensas, associado a delicados aromas florais e de manga verde. Na boca, um vinho de complexidade e estrutura marcantes. Harmonizou muito bem com o prato de frutos do mar ricamente servido pelo restaurante.
Certamente um exemplar de excelente custo/benefício.
Preço: R$66,00 (Importadora Mistral). Minha nota: 89pts

domingo, 16 de setembro de 2012

Bordô - Casa Geraldo 2012


Quando se fala em vinho suave, ou vinho de mesa, todo enófilo que se prese torce o nariz. Eu não era diferente até uma recente visita à vinícola Casa Geraldo (vide post ). Assim como os vinhos ditos "finos", ou secos, também existem os suaves de qualidade melhor e os de qualidade inferior. Também os os vinhos de mesa, como qualquer outro vinho, têm regras, ou maneiras de se tomá-lo. O guia que nos conduziu na visita nos mostrou a maneira correta de tomá-lo e, principalmente, algumas "vantagens" em relação ao vinho seco.

Já é comprovado os benefícios que uma ou duas taças de vinho tinto durante as refeições podem trazer à nossa saúde. Porém, se abrimos uma garrafa de tinto seco e tomamos apenas uma taça, temos que usar o Vacuvin (dispositivo para retirar o ar da garrafa) e colocá-lo na geladeira. Mesmo usando este método o vinho seco perde suas características após poucos dias, não sendo o ideal também tomá-lo gelado. Isso sem falar no preço e no teor alcoólico que são mais elevados. 
Já o vinho de mesa é ideal para esta finalidade. É um vinho refrescante, que deve ser tomado gelado e pode ser guardado por vários dias na geladeira sem perder suas características sem a necessidade do Vacuvin, tudo isso a uma baixo custo e um teor alcoólico um pouco mais baixo.
Este vinho da Casa Geraldo é um excelente exemplar nesta categoria. Um vinho bem frutado, um delicioso bouquet de frutas vermelhas e que segue rígidos padrões de qualidade em sua elaboração a um custo bastante convidativo, cerca de R$17,00 a garrafa.
Convido a todo enófilo deixar um pouco o preconceito de lado e experimentar este vinho bem gelado como um aperitivo antes das refeições. Tenho certeza que a surpresa será agradável!
Minha nota: 87pts

sábado, 15 de setembro de 2012

Vinícola Casa Geraldo




A algum tempo postei aqui neste blog um comentário sobre o Prosecco da Casa Geraldo, uma vinícola localizada em Andradas (MG) que me impressionou bastante pela sua qualidade. Isto me motivou a querer visitar esta vinícola, não só pela qualidade dos seus produtos como também pela proximidade do meu domicílio.
A vinícola fundada por uma família de imigrantes italianos a mais de 40 anos está localizada a cerca de 45 quilômetros de Poços de Caldas no município de Andradas. Uma região muito bonita com belos vales e montanhas. Eles começaram produzindo vinhos suaves, também chamados "de mesa". Estes são elaborados pela empresa Campinho. Com o passar dos anos é que veio a elaboração dos vinhos finos por uma nova empresa agregada à inicial, chamada Casa Geraldo. 
Algumas uvas, principalmente as usadas na elaboração dos vinhos secos e espumantes são importadas de Bento Gonçalves. Mas todo o processo de elaboração é feito em Andradas. Falando em espumantes, eles produzem um Prosecco, um Brut e dentro de poucos dias vai chegar ao mercado um rosê meio doce. Todos de excelente qualidade, produzidos pelo método charmat.
A visita foi agradável, com um guia muito simpático, que respondia a todas as perguntas com satisfação e sorriso no rosto.
Certamente um passeio muito bom para quem gosta de bons vinhos, gastando pouco e com qualidade.
Vale a pena conferir.

domingo, 8 de julho de 2012

Sasyr 2007

Um super toscano de excelente qualidade. Produzido em Siena, este vinho(IGT) é um assemblage de Sangiovese e Syrah (o nome é uma abreviatura das iniciais das uvas). Os aromas são discretos, pouca madeira e frutas vermelhas bem marcante. Na boca o vinho mostra toda a sua elegânica. Com bom corpo, taninos aveludados e acidêz discreta. Importador: Decanter. Preço: R$85,00 Minha nota: 89 pts

Emina 2003


Existem momentos na nossa vida que, felizmente, ficam eternizados na nossa lembrança. Alguns dos mais prazerosos momentos que pude vivenciar, foram acompanhados de um bom vinho, uma boa comida e bons amigos. A alguns anos venho guardando esta garrafa na minha adega esperando um momento certo para degustá-lo. 
Como não poderia deixar de ser, meus grandes amigos Ricardo Guerra e Silvina me convidaram para comer um Ragú de Cordeiro com Penne. Decidi que seria este o memento especial que tanto aguardava para abrir esta garrafa.  Deixei aerar em um decanter por aproximadamente 1 hora. Silvina ficou encarregada de fazer o Ragú, que para os que não sabem, nada mais é que um molho de tomates, alecrim, alho pimentão e cogumelos, bem encorpado e acompanhado de uma massa, elaborado com maestria. A harmonização foi perfeita. 
O vinho passou 12 meses em barricas de carvalho, no momento com 9 anos de garrafa, no seu momento máximo de esplendor. Produzido na região de Ribera de Duero. Um bouquet  maravilhoso de amoras, cerejas, mel e aquele toque amadeirado, quase um perfume! Na boca, taninos delicados, equilíbrio perfeito de acidez e teor alccólico. Um candidato sério ao lugar de melhor do ano. 


Comprei esta garrafa na Casa do Vinho. Não me lembro mais o preço, mas foi aproximadamente R$70,00. Robert Parker deu 90pts para este vinho. Vou ser mais generoso. Minha nota: 93pts

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Newen Syrah 2010

Nunca escondi que sou fã desta uva. Com raras excessões, toda vez que comprei um vinho de Syrah, o resultado foi muito bom ou excelente. Mais uma vez não foi diferente. Este argentino é um vinho com muita personalidade. produzido na patagônia argentina e, certamente, incluído na sessão dos bons e baratos. Envelhecido 4 meses em barricas de carvalho e com 100% syrah, este vinho possui um delicioso aroma de futas vermelhas frescas, baunilha e um leve toque de coco. Na boca um boa persistência, taninos bem suaves e acidez bem equilibrada.  Comprei em minha visita a Bariloche, por 36,00 pesos argentinos (aproximadamente R$25,00). Minha nota: 89 pts

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Spanish White Guerrilla - Uma degustação memorável na Casa do Porto

Voltando aos bons e velhos tempos das degustações na Casa do Porto, esta foi dígna dos "reis"... A linha Spanish White Guerrilla é composta por 6 vinhos de uvas diferentes, porém de um mesmo terroir. A linha completa consta de mais dois vinhos barricados, que não foram degustados nesta noite.
 A harmonização ficou por conta do Restaurante Rokkon, que nos proporcionou com uma culinária japonesa de mais alta qualidade. Os vinhos foram surpreendentes. As uvas servidas foram: Verdejo, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc, Albariño, Riesling e Chardonnay. De todos o que mais me impressionou foi a Verdejo. Um aroma diferenciado de laranja, pêssego e favo de mel associado a uma linda coloração levemente salmonada. 
Nametaki
Mas, o ponto forte da noite ficou por conta do "Nametaki". Uma conserva de cogumelos acondicionada em uma metade de um limão e servida como se fosse uma ostra. A harmonização com o chardonnay foi perfeita.

A noite foi brilhantemente conduzida pelo Somellier Gustavo. 
Parabéns à Casa do Porto pelo retorno de seus eventos de degustação, que sempre nos brindaram com temas fascinantes e criativos.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Haras Character Cabernet Sauvignon 2004

Mais um grande vinho chileno. Comprei esta garrafa na minha visita ao Chile por recomendação de um amigo. Com certeza não arrependí. Um vinho de cor vermelho escuro já com tons atijolados por ter 7 anos de evolução na garrafa. Apesar do alto teor alcoolico, que incomodou no início, após 40 minutos de aberto transformou e encorpou o vinho conferindo-lhe grandeza e personalidade. Aromas de madeira decorrentes dos 14 meses de barricas são marcantes associados às tradicionais frutas vermelhas maduras da cabernet sauvignon e toques tostados, couro e de pimentão. Na boca, um excelente corpo com taninos bem aveludados e uma persistência muito boa. Apesar a jovialidade da Vinícola Haras de Pirque (criada em 1991), ela demonstra que está no mercado para encarar de frente grandes rótulos Chilenos e da América do Sul em geral. Minha nota: 90pts. Preço: aqui no Brasil pode ser encontrado na Terroir por aproximadamente: R$120,00.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Degustação de espumantes no Outono 81

Aconteceu na noite dasta terça-feira (dia 13/12/2011), uma degustação comentada e harmonizada de espumantes no bar Outono 81. Com a magnífica condução da palestrante Viviane de Oliveira, a casa foi muito feliz na escolha dos rótulos e do menu.
Começamos com um espumante brasileiro Courmayeur Executive extra-brut. Um vinho mais simples, bem fresco, aromas cítricos como abacaxí e lichia. Sua perlagem e persistência não são muito abundantes, deixando um pouco a desejar quando comparado a outros espumantes nacionais. 15% Pinot Noir e 85% Chardonnay, método Charmat. Minha nota para o vinho: 85 pts.
Depois foi servido o El Portillo Extra Brut - Mendoza, Argentina. Um vinho um pouco mais estruturado e mais aromático. Boa perlagem mas sem muita exuberância e persistência. Aromas cítricos, fermento de pão, e manga. 75% Pinot Noir e 25% Chardonnay. Minha nota: 87 pts.
O próximo exemplar foi um Vin Mousseux Veuve Paul Bur Rosé - produzido na região de Bordeaux. Segundo nossa palestrante é um dos espumantes mais vendidos na França (curiosamente não produzido na região de Champagne, daí o nome de "Vin Mousseux"). Uma perlagem bem mais exuberante, produzido pelo método Charmat com um corte de Tempranilho e Granache. Um bom corpo e aromas exuberantes de morango e cerejas. Juntamente com a degustação deste vinho foi servido uma bruscheta de atum com morangos. Minha nota para o vinho: 90 pts.
A Itália também teve seu representante no Prosecco Cuvée  Tanuta Val de Brum, produzido na região de Valdobbiadene, Vêneto. A perlagem, apesar de exuberante, não era muito fina e delicada. Muito pouco aromático, mas na boca mostrou-se com um bom corpo, sabores de mel, pêssego e manga. Foi harmonizado com uma Coca de sardinha, maçã verde e Foie Gras, deliciosa! Minha nota para o vinho: 87 pts. 
O jantar composto de um linguine de frutas, amêndoas e frango defumado foi servido juntamente com uma cava espanhola Castillo Perelada Brut Reserva - Catalunha, Espanha. Tive a grata oportunidade de relembrar minha visita pessoal que fiz a esta vinícola em 2007. Um vinho excelente, produzido pelo método champenoise, com excelente perlagem, exuberante e fina, uma riqueza de aromas e paladares conferem a este vinho uma elegância e sofisticação. Apesar do prato estar delicioso, achei que  a harmonização não foi ideal. A Paul Bur harmonizou melhor. Mas isso não tira o mérito nem do vinho nem do prato. Minha nota para a Cava: 91 pts
Fechamos a noite com uma Champagne Drappier Carte Dór, servida com uma sobremesa de Folhado com creme de champagne e lâminas amêndoas. Um vinho também com um excelente corpo e muito bem estruturado. Perlagem fina e exuberante. Aromas intensos de mel, tostados, fermento e pêssego. Uma cremosidade impressionante. Minha nota: 92 pts.
O balanço final foi muito positivo. Parabéns a Viviane de Oliveira que conduziu de forma explendorosa esta degustação, muito clara e elucidativa, digna da seriedade e grandiosidade do grupo Zahil. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

EQ Syrah 2007 - Melhor de 2011


Todo final de ano eu escolho para ocupar o cargo de "melhor do ano". Apesar de faltarem ainda alguns dias para terminar dezembro (ainda pretendo tomar mais alguns bons rótulos), acho que vou me antecipar e eleger o de 2011. Sem sombra de dúvida este Syrah foi o melhor que tomei este ano. Nunca escondi que sou fã de carteirinha desta uva. Não é atoa que o escolhido do ano passado também foi um Syrah, só que da Austrália. Produzido na região de San Antonio no Chile, sua vinícola (Matetic) produz vinhos de excelente qualidade. 
De cor púrpura intensa, seus aromas saltam à taça e nos brindam com frutas vermelhas maduras, tostados, pimentão e um toque amadeirado decorrente dos seus 12 meses de barricas francesas. Na boca se apresentou como um vinho de excelente corpo, taninos macios e aveludados, uma persistência muito boa e um excelente final de boca. O único ponto "negativo" é o preço. Apesar de que, pela qualidade, acho que os R$150,00 são bem pagos. Minha nota: 93 pts (com louvor!). Pode ser encontrado na Casa do Porto Harmoniza muito bem com queijos de massa amarela (um bom parmesão).

domingo, 30 de outubro de 2011

Sacred Hill - Shiraz Cabernet 2009

A Austrália sempre me surpreendeu com vinhos muito bons e muitas vezes de baixo custo. Este não foi diferente. 
Um custo/benefício muito bom, destinado àqueles momentos que você quer tomar um vinho despretensioso acompanhado de um petisco e sem gastar muito. Um vinho muito aromático, bem característico das suas uvas (70% Shiraz e 30% Cab. Sauvignon). Frutas vermelhas maduras, pimentão verde e pimenta do reino são exuberantes. Percebe-se muito pouca medeira. Na boca tem uma boa persistência, taninos leves levando a uma sensação bastante incomodativa do álcool, mesmo após uma hora de aberto. Não acho que seja um vinho grandioso, mas ele "cumpre o que promete".
Minha nota: 84pts. Comprado no Super Nosso por R$35,00.

domingo, 21 de agosto de 2011

Talharim com tomates cereja, azeitonas pretas e shitake

Confesso que massas nunca foram minha especialidade, apesar de gostar muito. 
Hoje tomei coragem e dei asas a minha imaginação "sem medo de ser feliz". Não sei se esta receita já existe ou se tem algum nome. Não segui nenhuma receita pronta, apenas fiz do jeito que minha consciência me guiou  e achei que deu certo. Uma receita leve e rápida. A massa me foi presenteada por uma cliente que é irmã da proprietária da fábrica. Talharim Rogotto sabor azeitonas pretas. Uma massa caseira de excelente qualidade, que fica no ponto com apenas 2 a 3 minutos de cozimento.
Vamos à receita:
Utilizei cerca de 200gr da massa e coloquei para cozinhar (dá para 2 pessoas).
Dois Shitakes grandes cortados em pedacinhos, sem o talo
Cerca de 12 azeitonas pretas também picadas e sem caroço
Tomates cerejas picados a gosto
Algumas folhinhas de Manjericão (se possível fresco).
Sal a gosto
Parmesão ralado
Azeite extra virgem à gosto
Cozinhe a massa e reserve. Em uma panela derreta uma colher de manteiga e coloque os cogumelos. Cozinhe até que os cogumelos estejam macios (2 a 3 minutos). Adicione sal a gosto (cuidado, o shitake fica salgado com muito pouco sal). Adicione o shitake juntamente com os outros ingredientes à massa e regue com um fio de um bom azeite. Se gostar acrescente parmesão ralado.
Sugiro acompanhar com um bom Chianti. Vai ser uma companhia perfeita.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Villa Francioni Chardonnay com Banha Calda

Um prato muito comum na Argentina, a Banha Calda nada mais é que uma deliciosa variação do tradicional Fondue. Um prato bem leve, que tem a vantagem de podermos usar nossa imaginação para inventarmos os mais diversos acompanhamentos. Como todo fondue, deve-se apreciá-lo em dias frios e, quando acompanhado de um bom vinho, bons amigos e uma boa prosa, o sucesso é garantido! Neste caso o vinho foi um Chardonnay da Villa Francioni comprado na própria vinícola (viagem descrita neste blog). Os amigos foram Ricardo e Silvina, cuja nacionalidade portenha nos possibilitou a degustação deste delicioso prato.
Vamos à Receita:
Molho para a "Banha Calda"
1 lata pequena de anchovas (Portuguesas ou Espanholas)
1 cabeça grande de alho
100gr de manteiga
500ml de creme de leite fresco
Prepare uma pasta triturando as anchovas e o alho até ficar homogênia. Em uma panela derreta a manteiga colocando em seguida a pasta de anchovas com o alho. Cozinhar mexendo bem até ficar dourado (amarelado). Não cozinhar demais. Acrescente o creme de leite e adicione sal a gosto. Deixe ferver por alguns minutos e passe para a panela de fondue em fogo bem baixo.
Os acompanhamentos ficam a cargo da sua imaginação. Geralmente são usados os mais diversos legumes (couve-flor, mini-cenouras, batatinhas cozidas, repolho, brócolis), aspargos, champignons, torradas, etc... Use sua imaginação.
O vinho:
A Villa Francioni é uma vinícola que sempre me impressionou pela qualidade dos seus vinhos. Este não é diferente. Um amarelo palha vibrante, aromas de baunilha, abacaxi e pêssego são bem marcantes. Na boca um vinho bem estruturado e equilibrado. Harmonizou muito bem com o prato da noite.
Minha nota: 88pts. Preço: Comprei na vinícola a mais de 1 ano e meio por aproxim. R$60,00.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Patê de fígado de frango com Porto White

Depois que fiz a cirurgia bariátrica me deparei com a necessidade de aumentar a ingestão do mineral "ferro", pois a incidência de anemia ferropriva em pacientes pós-cirurgia bariátrica é muito comum. Então, por que não aliar a "fome com a vontade de comer?" Sempre fui apaixonado pelo fígado de frango, a ponto de ser capaz de brigar pelo único pedaço na panela do frango de domingo. Fui atrás de uma receita de um patê de fígado de frango que minha saudosa mãe fazia e eu achava uma delícia. Adicionei alguns toques pessoais e, após algumas tentativas, cheguei a uma receita que, a meu ver, é fantástica para quem gosta de fígado de frango e para quem necessita aumentar a ingestão de ferro na alimentação diária. Daí a fazer uma harmonização foi um pulinho só. O vinho do porto harmoniza perfeitamente, seja o branco ou o tinto. Já experimentei os dois e gostei de ambos. Vou também dar uma dica de um vinho do porto bom e barato para o dia-a-dia.

Patê de Fígado de Frango


Ingredientes:

Aproximadamente 250gr de fígado de frango (umas 5 a 6 peças limpas e picadinhas em pedaços grandes)
1/2 cebola grande ralada
Pimenta do reino moída na hora a gosto.
3 dentes de alho amassados
1/2 cálice de vinho madeira branco seco (R) Izidoro
Uma pitada de tempero de alho e sal.
Coloque estes ingredientes em uma recipiente e deixe marinar por aproximadamente 20 minutos.
Em uma panela coloque um fio de azeite e despeje o marinado, cozinhando por 5 minutos. Adicione:
2 colheres de sopa de molho inglês
Noz moscada a gosto (se possível ralada na hora)
2 colheres de sopa de Catchup
2 colheres de sopa de mostarda
1/2 copo de leite.
Cozinhe por mais 5 a 10 minutos sem deixar o molho reduzir muito. Caso isto aconteça acrescente mais um pouco de leite.
Depois bata tudo no liquidificador e coloque em um recipiente (de preferência fervido). Deixe na geladeira por 12 horas. Consumir em até uma semana. Fica muito bom com biscoitos salgados tipo salpet, torradas de pão de sal e ciabatas.

Vinho Porto Insígnia White.


Este vinho eu classifico na sessão de bons e baratos. É um vinho para se deixar em cima da adega e tomar um cálice antes do almoço ou quando for comer a receita acima.
Não custa muito caro e tem uma qualidade razoável.
Vinho produzido na região do douro, de cor palha citrina bem clara, com aromas florais, mel e um leve toque de amêndoas.
Comprado no Supermercado Verdemar. Valor: R$30,00. Minha nota: 84pts

terça-feira, 12 de julho de 2011

Santa Ema - Chardonnay Gran Reserva 2009

No último sábado fui ao restaurante Vechio Sogno. Sempre tive o interesse de visitar o local tão recomendado por outras pessoas e recanto do badalado chef Ivo Faria.
Após um delicioso couvert acompanhado de uma Pericó Brut, pedimos o prato principal cujo tema central foi camarão. Minha esposa pediu um risotto de tomates frescos com tempura de camarão e eu fui nos camarões flambados com raviolis negros. O vinho foi sugestão do sommelier da casa. Acertou em cheio!
100% chardonnay com 7 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francesas.
Produzido no Vale de Casablanca no Chile. Um vinho muito bem estruturado. Aromas de mel, abacaxí maracujá e um toque de baunilha podem ser percebidos a uma certa distância da taça.
Na boca não podia ser diferente. Um paladar muito fresco com notas deliciosas de avelã e nozes combinado com um leve toque de baunilha completam a excelência deste vinho.

Recomendo a todos que quiserem um restaurante mais requintado com uma gastronomia de alto nível. O preços, bom, é melhor deixar prá lá. De vez em quando é bom fazer umas extravagâncias!!!!
Minha nota: 90pts. Valor somente do vinho (no restaurante): R$120,00

sábado, 7 de maio de 2011

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008 com Bacalhoada

Este foi o tradicional prato da sexta-feira da paixão. O vinho é muito bom. A qualidade da vinícola Villa Francioni (já foi postada neste blog minha visita à vinícola) é fantástica. Pela acidez característica da uva Sauvinon Blanc talvez a harmonização não tenha cido perfeita, mas valeu pelo prato e pela qualidade do vinho. Acho que um Chardonay teria caído melhor.
O vinho é muito fresco, coloração palha bem clara, aromas bem característicos de abacaxi, pêra e maçã verde. Com uma persistência muito boa.
Comprei este vinho diretamente na vinícola por R$60,00. Minha nota: 87pts

A bacalhoada
foi bem tradicional, com o bacalhau Morhua (é o que se desfaz em lascas), apenas cozido na água e assado no forno com batatas, cebolas, pimentões, alho e azeitonas pretas. Bem simples e gostoso.
Individualme
nte, o prato e o vinho estavam muito bons, mas a harmonização deixou um pouco a desejar. Na verdade quando fui pegar o vinho para colocar na geladeira eu queria pegar o Chardonay também da Villa Francioni, mas como as duas garafas são bem parecidas, eu me confundi e peguei a de Sauvignon Blanc. Só descobri a troca na hora de servir e, aí não dava mais tempo de gelar a outra garrafa.
No final veio uma surpresa agradável. Como estávamos na Páscoa, a sobremesa foi de chocolate com nozes e, como ainda restava vinho na garrafa, experimentei os dois. Foi fantástico! Explicação: a acidez do sauvignon blanc harmoniza muito bem com a gordura e o doce do chocolate. Vale a pena experimentar.