quarta-feira, 24 de março de 2010

Castellamare Brut e Restaurante Osteria, uma combinação perfeita!

Quando qualidade, dedicação, seriedade e competência se juntam, o resultado não pode ser outro. Estou falando do Restaurante Osteria Mattiazzi em Belo Horizonte (Rua Soledade, 26 - Santa Efigênia). Um ambiente fino, agradável, muito bem decorado, atendimento impecável e um cardápio muito bem elaborado são algumas das qualidades desta excelente casa italiana.
Na sua carta de vinhos outra agradável surpresa. O espumante brasileiro Castellamare Brut, fabricado pela Vinícola São João em
Farroupilha - RS. Medalha de Ouro no VI Concurso do Espumante Brasileiro realizado em agosto de 2009, este notável vinho é produzido pelo método charmat com a uva chardonay. Possui uma coloração palha brilhante, uma perlagem perfeita, aromas de abacaxi, pêssego e maçã verde. Na boca a harmonia chama a atenção, com uma excelente persistência. Sem dúvida figura entre os grandes espumantes brasileiros. Nota: 90pts, preço no restaurante: R$59,00.
Foi harmonizada inicialmente com uma entrada de Carpaccio de vitelo com rúcula e o prato principal um delicioso camarão grelhado com risoto de tomates e ervas.
Como não bastasse toda a qualidade oferecida pelo restaurante, você não tem surpresas na hora de pagar a conta! Vale a pena conferir.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A safra 2009 na Europa

Texto retirado do catálogo Mistral Outono 2010:

Poucas vezes no passado houve tamanho entusiasmo em relação a qualidade de uma safra como aconteceu em 2009 em diversas regiões européias, em particular na França. Bordeaux, Borgonha, Rhône, Alsácia, Loire e Champagne relatam condições perfeitas para a maturação das uvas em 2009. Além da França, a maior parte da Europa também parece ter tido uma safra excepcional, em particular o norte da Itália, a Alemanha e o norte da Espanha. Os produtores de Bordeaux e da Borgonha, por exemplo, estão eufóricos com a qualidade dos vinhos de 2009. Em todas essas regiões as condições foram consideradas nada menos do que perfeitas para a produção de vinhos de alta qualidade. Só resta esperar que os preços não acompanham todo o entusiasmo pela excelente qualidade desta safra.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Lapostolle "Casa" - Cabernet Sauvignon 2006

Confesso que sempre tive um certo preconceito com a Cabernet Sauvignon. Não sei se o nome certo seria mesmo o preconceito. Acho que por ser uma uva muito difundida, divulgada e plantada em praticamente todos os países do mundo, minha curiosidade em conhecer e aprender sobre outras variedades de castas me fez deixar um pouco de lado esta deliciosa representante da vitis vinífera.
Os vinhos feitos com Cabernet Sauvignon geralmente são muito encorpados, com personalidade bem marcante. Realmente são "vinhos de gente grande"!!!. Este representante da famosa vinícola chilena Lapostolle não é diferente. Suas características olfativas emergem da taça na forma de frutas vermelhas maduras, principalmente amoras e morangos. A baunilha e uma madeira bem delicada, apesar dos 10 meses de barrica de carvalho francês, completam seus aromas. Tudo isso pode se confirmar na boca, associado a taninos aveludados e boa persistência. Seu teor alcoólico é de 15%, o que incomodou um pouco logo ao abrir a garrafa, mas com cerca de 30 minutos de aberto a sensação alcoólica estava mais discreta. O rótulo traseiro traz informação que seu poder de guarda pode ser de 10 anos. Importadora: Mistral (Em BH pode ser encontrado na Morini)- Preço: R$45,00 - Minha nota: 88pts

Quinta da Neve - Chardonnay 2008


Um vinho brasileiro que tem estilo e personalidade.
Produzido pela Villa Francioni, vinícola que está demonstrando merecer configurar entre as grandes do Brasil, o Quinta da Neve apresentou-se com uma bela coloração palha dourada, aromas de maçã verde e abacaxí bem pronunciados com um leve toque floral. Na boca a refrescância é o carro chefe. Uma acidez bem equilibrada porém pouco persistente.
Importadora: Decanter - Valor: R$ 30,00 - Minha nota: 85pts

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Africa do Sul em grande estilo. Nederburg Shiraz 2007

Em minha constante procura por novos sabores e conhecimentos, experimentei este Shiraz de qualidade muito boa e bom custo/benefício. A importadora é a Casa do Porto e o preço em torno de R$40,00. Uma coloração rubí bem intensa e um aroma bem marcante e característico da uva. Notas de pimenta do reino, frutas vermelhas maduras, chocolate e baunilha com aquele leve toque amadeirado. Um vinho de médio corpo com boa persistência e bem estruturado. No início o alcool incomodou um pouco, mas depois de 30 a 40 minutos de aberto ficou mais harmônico. Minha nota: 87 pts.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Peñalolem - Cabernet Sauvignon 2006

Sem a menor sombra de dúvida, este é um dos melhores Cabernet Sauvignon que já tomei.
Fiquei apaixonado por esse vinho quando experimentei a safra 2004 no ano passado e a 2006 não deixou nada a dever. Cassis, amoras, framboesas, chocolate e baunilha são alguns dos facinantes aromas deste vinho.
Na boca é aveludado, encorpado e com muita personalidade. Seus taninos são como uma seda que, mesclando com o carvalho forma uma estrutura que poucos vinhos podem oferecer.
Pela sua qualidade eu o coloco na minha lista de "bons e baratos". Pode ser encontrado no Verdemar e na Casa do Porto. Preço: Próximo de R$60,00 (já faz algum tempo que comprei e não me recordo ao certo do preço). Minha nota: 94pts.

D.V. Catena Syhah 2005

Depois de um merecido período de férias seguido de outro de trabalho intenso, retorno às minhas atividades neste blog com este Argentino de uma das mais tradicionais vinícolas portenhas, a Catena Zapata. Sempre quiz experimentar um vinho desta vinícola porém ainda não tinha tido a oportunidade. Trata-se de um vinho varietal com uvas de dois deferentes vinhedos e microclimas diferentes. Com uma bela coloração rubí, bem intensa, aromas bem característicos da uva Syrah, com notas de pimenta do reino, frutas vermelhas maduras e um leve toque de madeira. Na boca achei que faltou um pouco de personalidade. Um sabor agradável de frutas vermelhas, taninos macios, boa persistência, mas eu esperava mais. Acho que, por ser fâ desta uva e já ter tomado alguns excelentes exemplares, sou um pouco exigente e rigoroso. Comprado na Morini por R$49,00. Minha nota: 84pts

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Errata

No post sobre o vinho Muscat Sevre e Maine eu disse que ele era Alsaciano. Pois bem, cometí um engano pois sua AOC é do Vale do Loire, no oeste da França, bem longe da Alsacia. Sua uva é a Melon de Bourgogne. Peço desculpas pelo engano.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Quinta da Garrida - D.O.C. Reserva 2004 (Portugal - Dão)

"Vinho de gente grande!". Com a indiscutível qualidade da grande maioria dos vinhos portugueses, este não foge à regra. Certamente eu incluo este vinho na lista dos "bons e baratos".
Elaborado com a uva Touriga Nacional (principal uva produzida na região do Rio Dão e considerada a melhor uva de Portugal), o que dá a este vinho um corpo marcante e bem estruturado, taninos macios e aveludados. O delicioso sabor amadeirado é dado pelo envelhecimento de 12 meses em barricas Francesas e Russas. Aromas e sabores de frutas vermelhas maduras com uma boa persistência e um retrogosto bem agradável. O enólogo é Francês (Pascal Chatonnet). Alcool: 14,5%
. Harmonizou muito bem com uma Paella Valenciana, ricamente elaborada pela nossa querida Silvina.
Preço: R$55,00 (Verdemar). Nota: 89pts.

Muros Antigos 2007 - Portugal (Uva: Loureiro)

Um bom exemplar de vinho branco.
Coloração palha dourada, aromas cítricos, pera e maçã verde. Um vinho com corpo bem estruturado. Sabores florais e frutados com uma acidez mais acentuada que não chegou a incomodar.
A literatura descreve a uva loureiro como integrante da composição dos vinhos verdes. Há um citação bem discreta no rótulo trazeiro deste vinho, o que nos deixou em dúvida se realmente estavamos bebendo um vinho verde.
Preço: R$46,00 (Supernosso) Nota: 87pts

Muscadet - Sèvre e Maine (França)

Dos vinhos alsacianos este foi o que menos me impressionou. Talvez não tenha harmonizado de maneira adequada, pois segundo a literatura o ideal é servi-lo com frutos do mar, principalmente ostras. Como é muito difícil encontrar ostras frescas em Belo Horizonte a experiência se deu com alguns camarões pré-cozidos levemente passados no azeite. Na minha opinião não foi um casamento perfeito. O vinho é bom, leve, bem refrescante, aromas e sabores cítricos sem muita opulência. Acidez marcante. Não sei se pela frustração de não ter encontrado as ostras, mas eu senti nitidamente um leve sabor de ostras (mar) neste vinho! Maluquices a parte, o certo é que eu ainda vou ter que comprar outra garrafa para harmonizá-lo de maneira correta para esclarecer minhas dúvidas. P.S.: Não consegui achar a safra no rótulo.
Preço: R$35,00 (Carrefour). Nota: 83pts (por enquanto!)

domingo, 29 de novembro de 2009

Bienvenue Beaujolais Nouveau 2009 !

"Ou se ama, ou se odeia!" Talvêz esta seja a característica marcante deste polêmico vinho.
Talvêz seja esta uma estratégia de marketing associada ao grande espetáculo que é a distribuição mundial deste vinho no Beaujolais Day.
O fato é que, este ano ele está deliciosamente especial. A informação que me foi passada pela importadora é que a produção desta safra foi menor, o que elevou a qualidade do produto.
Uma explosão de aromas frutados como cerejas e maçãs saltam na taça como pipocas no fogo. Um sabor marcante de frutas vermelhas nos fazem pensar que estamos em um pomar de morangos cobertos ainda com o orvalho do amanhecer de tão refrescante. Um vinho para ser bebido rápido, pois, ao contrário de outros, ele não evolue na taça, chegando até a dar a impressão de uma leve oxidação com 30 minutos depois de aberto.
Para quem gosta, é um vinho marcante, diferente e que vale a pena esperar todo final de ano para degustá-lo. Comparações a parte, mas parece com a expectativa anual do show do Roberto Carlos!
Importadora: Mistral (R$83,00). Nota: 89pts

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Curso de vinhos Rosés - Casa do Porto

Dando continuação aos cursos mensais da Casa do Porto o Somellier Gustavo Giacchero nos brindou ontem (dia 24/11) com mais uma das suas deliciosas degustações, desta vez foram os refrescantes Rosés.
Inicialmente degustamos três exemplares assim descritos:
1) Allegro Rosé 2007 (Chile - Maipo): Cabernet Sauvignon com Carmenere. Aromas de morango e cerejas bem evidentes. Na boca um vinho bem equilibrado, com boa acidez e um corpo bem estruturado. Nota: 85pts.
2) Chateau Le Grand Verdus 200
7 (França): Cabernet Sauvignon com Merlot. Aromas mais adocicados, lembrando figos e tuti-fruti. Na boca mostrou-se bem mais ácido (chegando a incomodar um pouco) e menos estruturado. Comparado aos outros da noite deixou bem a desejar. Nota: 83pts.
3)J. Bouchon 2007 (Chile - Maule): 100% cabernet Sauvugnon. Na minha opinião foi um dos pontos altos da noite. Aromas refrescantes de cerejas, um leve aroma de defumados mesclados com frutas mais maduras. Um vinho com uma estrutura muito bem equilibrada e ótima persistência. Nota: 87pts.
Depois passamos aos espumantes. Neste momento fizemos a degustação às cegas e tivemos uma grata surpresa no final. Foram degustados três marcas diferentes, um italiano e dois nacionais. Por unanimidade elegemos um dos nacionais como o melhor entre os três, Cave Amadeu Brut (Pinot Noir, produtor Mario Geisse). Suas perlagens e sua musse estavam indiscutivelmente bem superiores aos outros dois. Foi o mais equilibrado, com aromas de compotas de morango e cerejas, com bom corpo e persistência.
O segundo melhor foi o outro espumante nacional, curiosamente do mesmo produtor do Amadeu, o Cave Geisse Brut Rosè (Pinot Noir). Um vinho também muito bem estruturado , mais encorpado, porém ficou devendo na presistência da sua perlagem.
Por último ficou o Prosecco Italiano Mompellium (Prosecco com cabernet sauvignon). Mais leve e com pouca perlagem. Se não estivesse sendo comparado aos outros dois eu diria que é um bom espumante (já fiz um outro comentário dele aqui neste blog).
Foi uma noite muito agradável, discutimos vários pontos em relação a produção e harmonização dos rosès. Apenas sentí falta do Vila Franchionni Rosè, mas segundo o Gustavo ele está em falta no mercado.

sábado, 21 de novembro de 2009

Tiento Monte Carmenere reserva - 2007


Um vinho daqueles que "valem o quanto pesam". 100% Carmenere, cor púrpura profunda e brilhante. Aroma envolvente de frutas vermelhas com as típicas notas de pimenta, chocolate e defumados do carmenere. Vinho muito bem equilibrado. Produzido no Vale do Curicó - Chile. Preço: 16,00 (meia garrafa) no Verdemar. Nota: 87pts

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Grécia II

Como nossa primeira experiência com vinhos gregos foi muito satisfatória, resolvemos fazer uma segunda rodada, agora com outros dois exemplares diferentes, porém da mesma vinícola.
Iniciamos com o Retsina - Attikis - 2004. Um vinho realmente diferente, muito refrescante, ideal para o verão que está vindo por aí. Coloração palha mais amarelada, pouco denso, aromas florais e cítricos. Achei nele um aroma diferente, de "esparadrapo", talvez pela resina que vai na composição deste vinho. Também um pouco de erva doce. Um vinho simples, fácil de beber, com um bom custo
benefício. R$20,00 no Verdemar. Nota 84pts.
A seguir
experimentamos o Metoxi Chromitisa - 2004 (Cabernet Sauvignon - Linimio). Um vinho mais robusto, com uma personalidade bem marcante. Cor púrpura intensa e taninos mais rudes e acentuados, a exemplo do outro tinto que tomamos, um vinho um pouco mais envelhecido mas com algumas características de vinho mais jovem. Aromas de frutas vermelhas maduras, café, baunilha e, eu senti bem evidente, o aroma de cavalo ou estábulo. Na boca ele foi melhor quando harmonizado com um ravioli de cordeiro. Quando degustado sozinho os taninos acentuados incomodaram um pouco. Achei que, pelo preço, ficou devendo um pouco. R$60,00 no Verdemar. Nota: 87pts.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Depilação Masculina"

Como o nome deste blog é vinho com prosa e este texto que vou relatar foi lido enquanto tomávamos um Riesling da Alsacia, vou relatar aqui algo hilariante que ocasionou bons momentos de risadas, principalmente após algumas taças de vinho. Leiam imaginando a situação descrita.

Depilação Masculina
(Autor desconhecido)

"Estava eu assistindo tv numa tarde de domingo, naquele horário que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes" íntimas.
Após alguns minutos ela veio com a seguinte ideia. Por que não depilamos os seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.
Aquela frase foi igual a sino na minha cabeça. Por alguns minutos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas".
Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu imaginando as "outras coisas".
Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito.
Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plásticos. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.
Fiquei tranquilo e autorizei o restante do processo.
Pediu que eu ficasse numa posição de quase frango assado e liberasse o acesso a zona do agrião.
Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e achei aquela sensação maravilhosa.
O Sr. Pinto já estava todo "pinpão" como quem diz: "sou o próximo da fila!".
Pelo início fiquei imaginado quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos num plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer. Na Thailándia, na China ou pela internet mesmo.
Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para o lado e deu um puxão repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUUUUTA QUEEEE O PARIUUUUU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado.
Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos e que precisava passar de novo.
Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!
Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro.
Sentia o coração bater nos ovos.
Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molhei o saco antes de molhar a cabeça.
Passei alguns minutos só deixando a água gelada escorrer pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo, faz merda atraz de merda.
Peguei o meu gel após barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos.
Foi como se tivesse passado molho de pimenta!
Sentei no bidé na posição de "lava a checa" e deixei o chuverinho acalmar os dois. Peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10º round.
Olhei para o meu pinto. Ele tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia irmão gêmeo do meu umbigo.
Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e pergunta se eu estava passando bem.
Aquela voz antes tão aveludada e sedutora ficou igual a uma gralha.
Saí do banheiro e voltei para o quarto.
Ela estava argumentando que os pentelhos tinham saído pelas raízes, que domoraríam a voltar a nascer.
Pela espessura da pele do meu saco, aqui não nasce nem penugem, meus ovos vão ficar que nem os das codornas, respondi.
Ela pediu para olhar como estavam.
Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada, e se ficar rindo, vai entrar na PORRADA!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta).
Naquele momento sexo para mim nem para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar.
Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.
Foi estranho sentir o vento bater nos lugares nunca antes visitados.
Tentei colocar a cueca, mas nada feito.
Procurei alguma cueca de veludo e nada.
Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.
Entrei na minha sessão igual a um cowboy cagado!
Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos.
E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado, certas coisas devem ser feitos somente pelas mulheres.
Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

domingo, 25 de outubro de 2009

Uma introdução à Grécia em grande estilo

Estou sempre procurando experimentar vinhos diferentes e de lugares diferentes. Quando não conheço, ou quando não tive nenhuma indicação específica, procuro iniciar por exemplares com preços não muito caros, caso não haja satisfação, pelo menos o gasto não foi alto. Por este motivo, já tive a oportunidade de tomar vinhos de qualidade questionável na ânsia de conhecer novos terroirs. Certamente não foi esse o caso da Grécia. Não tínhamos nenhuma indicação ou referência. As uvas mais comuns da Grécia são praticamente desconhecidas para nós. Baseando-se então no custo, pedimos uma referência ao vendedor que nos indicou um branco e um tinto do mesmo produtor e, segundo ele, vinhos de boa qualidade.
São eles:

Branco:
Nome: Kali Gi
Produtor: Evangelos Tsantalis
Região: Chalkidiki
Uvas: Asyrtiko e Athiri
Safra: 2007
Tinto:
Nome: Nemea Reserve
Produtor: Evangelos Tsantalis
Região: Chalkidiki
Uva: Agiorgitiko
Safra: 2004
Que grata surpresa!!! O branco é um vinho de coloração palha brilhante, aromas suaves e delicados de maçã verde e pera. Na boca outra surpresa - Amêndoas, além de maçã verde, pera e lichia. Cheguei a comentar que me lembrou um Frangélico. Bem suave porém com uma refrescância marcante. Custo: R$27,00 (no Verdemar). Nota: 86pts.
O tinto também nos reservou surpresas. Apesar de uma boa evolução na garrafa (safra 2004), este vinho apresentou características de vinho jovem, porém com um bom corpo e taninos macios. Uma coloração rubí intensa (quase lembrando um jovem beaujolais), aromas de frutas negras maduras e uma madeira bem equilibrada (características de vinhos mais velhos). No início o final de boca não estava muito agradável, mas com cerca de 40 minutos no decanter ele abriu de forma sensacional revelando toda a robustês deste vinho. Custo: R$35,00 (no Verdemar). Nota: 88pts.
Dois exemplares de excelente custo/benefíco e uma boa opção para quem quer conhecer um pouco deste fantástico país.
Para acompanhar, o branco harmonizou muito bem com um gruyere. Já o tinto acho que merecia uma carne vermelha ou talvês uma massa mais condimentada mas, como nós não planejamos a harmonização, fizemos champignons frescos com molho de creme de leite e alho servidos com pão francês que harmonizou relativamente bem com este vinho.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Casa Valduga Elegance 2008 - demisec

Geralmente as mulheres preferem vinhos um pouco mais adocicados. Este espumante da Casa Vaduga foi feito pensando "nelas". Um vinho que faz jus ao nome, "Elegance", com uma perlagem intensa, cor palha dourada, aromas de abacaxí, pêra e cítricos bem equilibrados com um leve sabor adocicado do demi-sec, porém sem exageros. Tudo isso com um custo bem convidativo, R$27,00 na Decanter.
Harmonizou muito bem com um brie que, diga-se de passagem, sem querer fazer fazer propaganda, até porque não ganho nada com isso, é um dos melhores Brie que eu já comí, da marca Cruzília. Ele tem uma casquinha crocante por fora e um recheio bem cremoso por dentro, chega a escorrer quando se corta.
Nota do vinho: 84pts. Nota do Brie: 90pts

Ventoleira - Sauvignon Blanc 2006

Um vinho com muita personalidade. Leve e refrescante, mas sem perder a elegância. Aromas cítricos e florais bem equilibrados com um leve toque de madeira bem discreto. Na boca é deslumbrante, harmonizou muito bem com queijo de cabra e mortadela italiana. Apesar do preço não ser muito convidativo, certamente vale a pena pela excelente qualidade deste Sauvignon Blanc chileno do Leyda Valey. Encontrado na Casa do Porto. Nota: 90pts

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma volta ao mundo em quatro vinhos!

Ontem à noite, como de costume, fizemos uma reunião aqui em casa com meu grande amigo e enófilo Ricardo Guerra. O que era para ser apenas um encontro para tomarmos "um vinhozinho", acabou se tornando uma grande noite com uma verdadeira "volta ao mundo enológica"!!!
Iniciamos com um Procceco Italiano Monpellium - Cabernet Sauvignon extra dry, já descrito neste blog anteriormente, iniciamos em grande estilo.

Depois tomamos um rosê francês de syrah - Les Bateaux (Languedoc) 2007. Um vinho de excelente custo/benefício, com um corpo muito bom para um rosê, aromas de cereja intenso e amoras, presentes de forma muito agradável também no seu sabor. Nota: 88pts



Continuamos a viagem saíndo da europa e pousando na Africa do Sul, com um Assemblage de Syrah com Pinotage 2006 - Arniston Bay. Um vinho diferente. Encorpado, sabor marcante. Não sei se neste momento nosso teor alcólico já não era dos menores, mas o Ricardo conseguiu encontrar um sabor de "Hipoglós"!!!! O pior é que eu concordei!!!rsrsrs. Considerando este aspecto um tanto quanto, digamos, diferente, achei que este vinho não foi assim tão surpreendente quanto os dois iniciais. Nota: 82pts.

Terminamos nosma volta ao mundo de forma glamurosa. Kilikanoon Shiraz 2005 - South Australia. Que vinho fantástico!!. Um equilíbrio deslumbrante entre madeira, frutas vermelhas e maduras, taninos macios e aveludados, persistência, enfim, certamente um dos melhores vinhos que eu já tomei. O preço não é dos melhores mas também nada estratosférico. Nota: 94pts
"Este é o cara, quero dizer, o vinho...!!!!