domingo, 30 de agosto de 2009

Vin D´alsace - Gewrztraminer 2007

Que vinho fantástico!!!Sempre ouví falar que a região francesa da Alsacia produz um dos melhores vinhos brancos do mundo. Certamente não é exagero. Um vinho amarelo ouro brilhante e envolvente. Os aromas florais, maracujá e maçã verde induzem nossa imaginação a uma resfrescante viagem aos alpes franceses. Tudo com uma acidês equilibradíssima. Olha que este é um exemplar de menor custo que eu achei no mercado. Algo em torno de R$45,00. Nota:91pts.
Sua harminização também foi perfeita. Iniciamos com pernas de centolha argentina regada ao molho de manteiga derretida que ficou maravilhoso. Depois derretemos um Brie francês em uma panela de fondue em fogo brando e associamos uma geléia de damasco, servido em fatias de pão. O resultado foi algo indescritível. O casamento perfeito! Com certeza repetirei esta experiência outras vezes.
A Alsácia é uma das raras regiões vinícolas do mundo dedicadas quase que exclusivamente aos vinhos brancos. Embora por lei a Alsácia seja uma região vinícola francesa, durante vários períodos do passado pertenceu à Alemanha. Também é uma região vinícola tão encantadora que poderia ter surgido diretamente de um conto de fadas. Os vinhedos são banhados pelo sol. e as casas parcialmente construídas em madeira, são alegremente adornadas com canteiros de flores, tendo como pano de fundo os Montes Vosges. As uvas mais importantes são: rieling, gerwustraminer, pinot gris, muscat e pinot blanc. Por lei, todos os vinhos da Alsácia devem ser engarrafados em garrafas compridas e afuniladas chamadas de "flutes d´alsace".

sábado, 29 de agosto de 2009

Luigi Bosca La Linda - Tempranillo 2006

Um vinho robusto, com um bom corpo, aroma de frutas negras maduras e baunilha. Uma madeira bem leve decorrente de 6 meses em barricas americanas. Os taninos incomodaram um pouco, apesar de não ser característico da uva tempranillo apresentar taninos rudes. É um bom vinho com um costo/benifício bom. Nota: 85 pts.
A Tempranillo constitue a cepa chefe da maioria dos vinhos tintos espanhóis importantes, inclusive o Rioja, o Ribeira Del Duero e os bons crus da Catalunha. Ao longo de toda península ibérica ela tem diversos nomes, entre eles Tinta Roriz em Portugal. O Rioja é o mais conhecido dos vinhos à base de Tempranillo. Nele a cepa não é utilizada sozinha, mas nos melhores vinhos de Rioja ela é frequentemente majoritária. Desenvolve-se particularmente bem nas regiões de pluviosidade moderada de Rioja Alta e Rioja Alavesa, e sua maturação precoce convém às zonas de altitude de Rioja e Ribeira Del Duero, que apresentam clima fresco e solos calcários.
A Tempranillo continua sendo fundamentalmente espanhola, e em outras partes do mundo só existe em quantidades limitadas. Além de Portugal, o único país a cultivar áreas importantes dela é a Argentina.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Vinhos Carmenère Chileno ganham destaque em evento

Notícia veiculada no Portal Terra (em 28/08/2009)
por Carlos Alberto Barbosa


Anualmente a Pro Chile, agência que promove exportações chilenas no mundo, realiza no Brasil uma série de ações que buscam dar visibilidade aos negócios internacionais envolvendo os dois países. Não é a toa que faz parte das ações um evento de degustações de vinhos que percorre, anualmente, mais de uma capital brasileira. Em São Paulo, por exemplo, na última quarta-feira, dezenas de produtores chilenos, com ou sem importadores no Brasil, ofereceram ao público especializado, degustações de diversos rótulos, entre eles, foi possível provar uma grande diversidade de exemplares elaborados a partir da Carmenère. Desde cortes até vinhos produzidos exclusivamente com ela em diferentes faixas de preços. A uva passa do anonimato para embaixadora do vinho chileno no mundo.
Entre os vinhos chilenos disponíveis, os da uva Carmenère tornaram-se emblemáticos. Tornou-se rapidamente a uva símbolo do Chile, apesar do seu cultivo ser ainda um tanto modesto no país quando comparado a outras castas tintas. A Carmenère ocupa hoje uma área cultivada de aproximadamente sete mil hectares, anquanto Cabernet Sauvignon tem 40 mil e o Merlot, 13 mil hectares.
Sua fama não se deve ao tamanho da áreas cultivadas, mas sim à própria peculiaridade de sua existência. Dada como casta em extinção, após a disseminação da filoxera, praga que dizimou vinhedios na Europa no século XIX, a Carmenère foi redescoberta no Chile em meados do anos 90, quando o pesquisador francês Jean-Michel Boursiquot a identificou, diferenciando de variantes da uva Merlot, no caso a Merlot Chileno. Essa identificação, conforme escreveu Antony Rose em artigo para a revista britânica Decanter, gerou, inicialmente, certo temor em declarar no rótulo que o vinho era elaborado com uvas Carmenére, principalmente após tantos anos com rótulos com o nome Merlot encobrindo a nova casta identificada. Em 1996 a Viña De Martino lançou o primeiro rótulo de varietal Carmenère, o Santa Ines Carmenère. Daí em diante foi caminho sem volta. Em 1998, a Carmenère foi oficialmente reconhecida pelas autoridades chilenas, e em 1999 os vinhos da casta já eram exportados para a Europa.
Os vinhedos de Carmenère passam então a receber os cuidados e aprimoramentos técnicos das demais castas já consagradas, resultando em vinhos de qualidade. Ao sair do papel de coadjuvante na elaboração de cortes de muitos dos grandes vinhos para assumir um papel solo, a uva também ganhou status de representante dos vinhos do Chile.

Negócios

O Chile é hoje o principal fornecedor de vinhos importados para o mercado brasileiro. Em 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (IMBRAVIN), o Brasil importou perto de 58 milhões de litros de vinho, dos quais 19 milhões eram chilenos. Esses números colocam o Brasil como quarto principal destino do vinho chileno no mundo em volume de exportação.
Segundo Ricardo Moyano Monreal, diretor comercial da Embaixada do Chile no Brasil, o Brasil é o terceiro parceiro comercial do Chile, e o Chile é o sétimo do Brasil. É bem verdade que boa parte delas passa pela mineração, mas o vinho não fica atrás.
Embora o país esteja entre os dez produtores mundiais de vinho, a bebida, segundo relatórios do Pro-Chile, ocupa algo como a vigêsima posição no ranking de produtos de exportação do país. Mas então, porque trabalhar o vinho em eventos de promoção das exportações chilenas?
Eu arriscaria dizer que além dos interesses comerciais é também uma questão de imagem. Caso pergunte a um brasileiro que transite entre as prateleiras de um supermercado sobre o que lhe vem à mente quando se mensiona o nome do país andino, quase certo que a sua resposta será vinho, e não cobre. Ou seja, mesmo sendo o cobre uma importante fonte de receita para o Chile, sua marca na memória do brasileiro comum é o vinho.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Curso de Vinhos Assemblage


Aconteceu ontem na Casa do Porto o último capítulo do Curso sobre vinhos Chilenos com o tema "Vinhos de corte são mais divertidos! ". administrado pelo somelier Ariel.
O termo Assemblage proveniente da lingua francesa, não tem uma tradução exata no português, mas pode ser defido como uma "mistura", a arte de combinar sabores, aromas e complexidade com a finalidade de assegurar a constância da qualidade de um vinho. Muitas vezes pode ser feito a mistura de vinhos, de uvas, de uvas cultivadas em solos e climas diferentes e até de safras diferentes.
Alguns questionamentos foram feitos durante a aula que acho interessante discutí-los um pouco mais.
- O enólogo que produz vinhos assemblage tem toda a liberdade de literalmente "brincar" com com a composição do vinho que produz, isso não poderia, de certa forma, mascarar certos erros de produção ou imperfeições de safras que tornariam este vinho de qualidade inferior?
-Qual vinho traduz, ou expressa melhor toda a qualidade do terroir em que foi produzido, o varietal ou o assemblage?
São questões muitas vezes polêmicas e de difícil resposta. Na minha humilde opnião o vinho varietal expressa melhor a qualidade do terroir por ter tido menor influência do enólogo na sua produção. No assemblage, como dito acima, o enólogo pode fazer correções de acordo com as necessidades, ou seja, se determidada uva presente na composição de um vinho não teve as condições ideais na sua safra, o enólogo aumenta, diminue ou acrescenta outras uvas no intúito de minimizar os efeitos daquela que não teve uma safra ideal. Como o vinho varietal tem que ter uma predominância absoluta de uma única uva, as correções decorrentes de acidentes ou imperfeições na safra são bem limitadas, o que, certamente, fará com que estas características estejam presentes no produto final.
Não é minha intenção aqui dizer se um é melhor que o outro ou não. Cada um tem suas qualidades e defeitos. Tanto existem varietais de excelente qualidade como também existem os medíocres. O mesmo pode ser dito dos assemblages.
Para aqueles que se iniciam no estudo dos vinhos, acho que os vinhos varietais são mais didáticos, principalmente para aprendizagem de aromas e sabores característicos das várias uvas disponíveis no mercado.
Gostaria que nossos colegas seguidores colocassem suas opniões a respeito do assunto.

Foram degustados cincos vinhos descritos a seguir:

Villa Francioni - Assemblage 2005

Vinho feito com um corte de cabernet sauvignon, merlot, babernet franc e malbec. Envelhecido 18 meses em barricas de carvalho francesas, o que dá a este vinho um aroma e sabor de carvalho bem marcante. Além do aroma de madeira, nota-se também café tabaco, tostados. Pouco aroma de frutas. É um vinho elegante porém sem muita opulência. Nota: 87 pts

Chateau Le Grand Verdus 2005 - Bordeaux
Corte de Merlot (60%), cabernet sauvignon (25%), cabernet franc (15%), com 12 meses de barrica. Nota-se um vinho um pouco mais equilibrado com a madeira mais equilibrada com os sabores de frutas vermelhas e baunilha. Também apresentou-se levemente mineral. Um bom corpo porém sem muita opulência. Nota: 88 pts

Carpe Diem Terra Roja 2004
Corte: Cabernet franc (30%), syrah(30%), cobernet sauvignon (15%) e merlot (17%). Apesar dos 24 meses de envelhecimento em barrica, a madeira está em perfeita harmonia na estrutura deste vinho. Encorpado, cam taninos presentes e macios, aromas de frutas negras, especiarias, café e tabaco se intragram numa elegância marcante. O teor de alcool mais elevado (14,5%) não chega a incomodar. Nota: 89 pts

Sigla II - 2006
Em sua segunda versão ( primeira foi em 2003 ), o vinho Sigla segue o seu caminho como projeto independente de quatro jovens enólogos, produzindo cerca de 9000 garrafas numeradas. Seu corte se compõe de Cabernet sauvignon, Cabernet franc, petit verdot e Syrah. Um vinho encorpado, "musculoso", de aromas fortes de especiarias, frutas vermelhas, eucalipto e tabaco. Um vinho apaixonante! Nota: 90 pts

Antiyal 2006
Rotulado pelo próprio enólogo Alvaro Espinoza como um "vinho de garagem", com um carater artezanal bem marcante, este vinho biodinâmico envelhece 12 meses em barrica de carvalho. Apresenta um equilíbrio muito bom entre a madeira e os aromas de frutas, café, tostados e especiarias. Composto por carmenere (44%), cabernet franc (34%) e Syrah (22%). Na minha opinião peca somente no preço. Nota: 89 pts

Próximo encontro marcado na Casa do Porto em 23 de setembro com o tema: "O fabuloso mundo dos vinhos brancos", imperdível!!!!

sábado, 22 de agosto de 2009

Caipira tomando vinho.....!!!

-Hummm...
-Hummm...
-Eca!!! - Eca?!
-Quem falou eca?
-Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
-Que é isso? Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
-Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?
-Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
-Cebesta, eu não! Sou isso não senhor! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha eguinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!.
-Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
-O senhor me desculpe, mas eu ví o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
-Não, meu amigo, são tecnicas internacionais de degustação, entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
-E então moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
-O querido não entendeu. O que eu quero é introduzí-lo no...
-Mas num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
-Calma! O senhor prescisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
-Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
-O senhor poderia começar com um Beaujolais!
-Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
-Então, que tal um mais encorpado?
-Oiá lá, ocê tá brincano com fogo...
-Ou, então, um suave fresco!
-Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
-Já sei, iniciemos com um Brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
-Não vô não fio de um cão! Mas num vô, mesmo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fiote de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
-Então vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
-E que tal uma mão no pé do ouvido, hein, seu fióte de belzebu?
-Pra que esse nervosismo todo? Ja sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
-Eu é que vou acertá um tanpão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
-Mole e redondo, com bouquet forte?
-Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!...

Monpelium - prosecco com Carpaccio


Sem querer, venho colocando neste blog alguns vinhos que eu considero "Bom e Barato". Este certamente é mais um exemplar desta categoria.
Um espumante italiano, rosê, extra dry, produzido com 75% de uva prosecco e 25% de Cabernet Sauvignon. Experimentei-o na Casa do Porto ontem e achei que "vale o quanto pesa".
Preço: R$49,00. A associação com a Cabernet Sauvignon deu um corpo muito interessante a este vinho. Aromas de maçã e cereja são bem evidentes. Peca um pouco na perlagem que não é muito intensa. Nota: 88pts.
Teve uma harmonização bastante interessante cuja receita eu fiz questão de anotar para divulgar neste blog. Eu gosto muito de Carpaccio. Na minha opinião, acho que o tempero do Carpaccio deve ser bem simples, sem exageros, se não, fica uma quantidade enorme de sabores que se misturam e faz uma verdadeira "massaroca"... rsrsrs.

A receita do tempero do carpaccio da Casa do Porto é a seguinte:

Salsinha
Alcaparras
Azeite de boa qualidade extra virgem
Queijo grana padano ralado

Massere tudo (menos o queijo) em um pilão ou bata levemente num liquidificador. No caso do liquidificador deve-se ter cuidado para não bater em exagero para não virar maionese. O ideal mesmo é um pilão.
Coloque o Carpaccio em um prato espalhe o molho por cima em toda a sua extenção. Polvilhe queijo grana padano ralado por cima do molho.
Pronto. Coma com um pão de boa qualidade acompanhado deste Prosecco.
É muito bom!!!!!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Torrontés - O perfume dos Andes


De origem espanhola (Galiza) esta cepa vem encantando aos mais exigentes paladares e apreciadores de vinhos.
Hoje ela é cultivada quase que exclusivamente na Argentina sendo, juntamente com a Malbec, uma uva emblemática deste país. A principal região produtora se localiza em Salta, aos pés da cordilheira dos Andes.
De excelente custo/benefício, os vinhos da uva torrontés têm um aroma que encanta e refletem intensamente o frescor das geleiras andinas.
Os toques florais chegam a perfumar o ambiente e evidenciam o caráter frutado deste vinho, com pouca, ou nenhuma madeira associada. Sua coloração vai do palha brilhante ao dourado e sua acidêz é bastante equilibrada.
São vinhos para se beber jovens com pouquíssima capacidade de guarda. Harmonizam muito bem peixes, saladas, frutos do mar, comidas orientais e Fondue de queijo. Sempre servidos a uma temperatura entre 8 e 10°c.
Dois excelentes produtores desta casta são: Bodega Colomé (cujas videiras se localizam entre 2200 e 3000 metros de altitude) e Luigi Bosca (La Linda) cujos preços giram em torno de R$45,00 a garrafa.

sábado, 15 de agosto de 2009

Borgo Scopeto 2002 (Chianti Classico)


Um elegante representante da região da Toscana na Itália, o Chianti Clássico é uma das sete províncias dentro dessa denominação de origem controlada e garantida (Classico, Colli Aretini, Colli Fiorentini, Colline Pisane, Colli Senesi, Montalbano e Rufina). Composto pela uva Sangiovese, este vinho evoluiu muito bem na garrafa e apresenta-se agora com uma coloração mais atijolada, típica de vinhos mais velhos. Um aroma bem amadeirado, acompanhado de baunilha, café e tostados. Na boca um vinho elegante com o sabor do carvalho bem pronunciado, se sobressaindo sobre os sabores da fruta. Taninos bem delicados, com um bom corpo e ótima persistência. Nota: 88pts

A região onde é produzida o Chianti Clássico é um local de beleza inspiradora. Os vinhedos dividem as colinas com bosques de oliveiras, ciprestes, pinheiros, castelos e seculares casas rurais de pedra.

Por lei o Chianti Clássico deve ser composto de 75 a 100% de Sangiovese, até 10% de Canaiolo, até 15% de outras uvas tintas (inclusive Cabernet Souvignon e Merlot) e até 6% de uvas brancas (Trebiano ou Malvásia). O “Riserva” também deve seguir essas porcentagens, exceto que não são permitidas uvas brancas.

Os melhores Chianti Clássico básicos tem sabores de ameixas e cerejas secas, e às vezes um toque de sal e especiarias. Os Chianti mais estruturados, complexos e elegantes são os Chianti Clássico Riserva, por lei amadurecidos por, pelo menos, dois anos em madeira e envelhecidos três meses em garrafa. Em geral, os Riserva só são produzidos em anos de melhores safras e com uvas provenientes de vinhedos selecionados.

A origem do símbolo do Galo Negro vem ainda da idade medieval, quando as cidades de Florença e Siena lutavam pela posse das terras entre as duas cidades. Área que hoje contém as provícias da denominação de origem do Chianti. Diz a lenda que as duas cidades, cansadas de tantas batalhas sangrentas, decidiram determinar a fronteira entre elas de uma maneira bem singular. Cada uma delas deveria escolher um cavaleiro e vesti-lo com as cores da sua respectiva cidade. Também cada uma delas deveria escolher um galo para, com o amanhecer, dar o sinal de partida para o cavaleiro com o seu canto matinal. No lugar onde os dois cavaleiros se encontrassem deveria ser marcado a fronteira entre as duas cidades. Siena escolheu um galo branco e Florença escolheu um galo negro. O galo de Florença começou a cantar antes do amanhecer, permitindo que o cavaleiro de Florença começasse a cavalgar primeiro que o cavaleiro de Siena, dando a ele uma boa vantagem. Os dois se encontraram a uma distância de apenas 12 quilômetros de Siena, dando a Florença o domínio de quase a totalidade dessa região. Por isso os produtores dos vinhos Chianti decidiram homenagear o galo negro colocando-o como símbolo do Chianti Clássico.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Lista dos 10 melhores destinos turísticos de vinho segundo a revista Forbes

À medida que as vinícolas ao redor do mundo diversificam os serviços oferecidos, o turismo do vinho desponta como um das áreas mais promissoras e prósperas do universo dos negócios.

Ciente disso, a revista americana Forbes, especializada em finanças, publicou recentemente a lista dos 10 melhores destinos (destacando sempre as vinícolas) para os turistas que viajam o mundo em busca de vinhos.

Elaborada por George Taber, a reportagem intitulada "A busca por Baco: Descobertas no Mundo Maravilhoso do Vinho", revela a seguinte classificação:

1° - Castello Banfi, Toscana, Itália

Inaugurada por um importador norte-americano, a vinícola Banfi é uma das mais belas da Toscana, além de contar com um suntuoso castelo e ótimos restaurantes.

2. Montes, Vale do Colchagua, no Chile

Montes está entre as mais famosas vinícolas chilenas, ainda assim, garante a revista, não perdeu a excentricidade. "É o único lugar do mundo que conheço onde as uvas são maturadas com cantos gregorianos sendo entoados ao fundo.

3. Ken Forrester, Stellenbosch, África do Sul

A região de Stellenbosch é considerada uma das mais belas do mundo. O clima é mediterraneo e o cenário se assemelha bastante ao Vale do Napa, na Califórnia. O produtor Ken Forrester passou anos visitando o Vale do Loire antes de aplicar seu conhecimento dentro de casa.

4. Fournier, Mendoza, Argentina

Na Fournier, que fica cerca de 16 quilômetros dos Andes, avista-se a neve da cordilheira ao longo do ano inteiro. A vinícola tem design moderno e está localizada no meio do deserto.

5. Leeuwin Estate, Margaret River, Austrália

Margaret River está mais perto de Cingapura do que de Melbourne, o que significa uma longa viagem. "A bela paisagem com florestas antigas é tão isolada que quase não se encontra pessoas", diz Taber.

6. Felton Road, Central Otago, Nova Zelândia

Relativamente nova no mundo dos vinhos, Central Otago é a região produtora de vinho que fica mais ao sudeste do planeta.

7. Bodegas Ysios, Rioja, Espanha

Famosa por sua arquitetura, a Bodegas Ysios ainda produz ótimos vinhos.

8. Quinta do Portal, Douro Valley, Portugal

Chega-se a essa vinícola depois de dirigir por estradas estreitas. "O hotel da região tem uma vista Linda", nota Taber.

9. Chateau Lynch-Bages, Bordeaux, França

Bordeaux sempre foi famosa por produzir os melhores vinhos do mundo. A região, contudo, não era reconhecida por suas belezas naturais nem, tão pouco, por proporcionar uma experiência turística amigável. O Chateau Lynch-Bages oferece agora um hotel, bons restaurantes e ofertas de compras.

10. Peter Jakob Kuhn Oestrich, Rhein/Mosel, Alemanha

É um dos destinos mais românticos do mundo, com castelos no alto das montanhas e muita hospitalidade. Os vinhos atuais são melhores e mais consistentes.

sábado, 8 de agosto de 2009

Porca de Murça 2006


Um dos vinhos mais vendidos em Portugal, o Porca de Murça, colheita 2006 é um vinho bem interessante no quesito bom e barato. Produzido na região do Douro (em uma denominação de origem controlada) pela Real companhia Velha em Nova Gaia, Portugal, tem um corte de Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz,Tinta Barroca e Tinto Cão. O enólogo responsável é Francisco Montenegro. De coloração rubí média, aromas de frutas vermelhas, bem fresco, com presistência média e taninos equilibrados, fazem deste vinho um boa opção para o dia-a-dia ou para se iniciar uma noite com amigos como primeiro vinho. Nota: 84pts. Custo médio: R$20,00

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vertical de Almaviva na Casa do Porto






Aconteceu ontem na Casa do Porto mais um daqueles memoráveis encontros, que sempre acabam com um gostinho de "quero mais...". Estiveram presentes o enólogo responsável pela produção do Almaviva e do Escudo Rojo, Sr. Michele Friou juntamente com o diretor presidente do grupo Baron Philippe Rothchild no Chile, Sr. Frederic de Geloes.
A degustação se iniciou com o Escudo Rojo 2007, um vinho robusto, elegante e marcante. Ainda um pouco jovem, mas certamente um grande vinho. Nota: 89pts.
Passou-se então a uma fantástica vertical do Almaviva, iniciando-se com a safra 1998, 2001, 2002 e 2004. O lendário Almaviva, presente na lista de desejos de consumo de todo enófilo que se preze, é fruto de uma "Joint Venture" entre o grupo Baron Philippe Rothschild e a Concha y Toro, maior vinícola do Chile. O nome Almaviva provém da literatura francesa. "El conde de Almaviva" é o nome de uma famosa obra de Le Beumarchais, autor também da famosa obra "O barbeiro de Sevilha (1775).

O Almaviva 1998, um corte de 72% de Cabernet Sauvignon, 26% de Carmenere e 2% de Cabernet Franc, mostrou ser um vinho com um bela capacidade de envelhecimento. Mesmo não sendo uma das melhores safras em termos climáticos o vinho mostrou uma satisfatória evolução na garrafa. Já com uma coloração mais atijolada, uma aroma bem marcante do carvalho, baunilha, café e tostados, este vinho mostrou-se na boca com taninos bem suaves e um retrogosto bem aveludado. Nota: 90pts

A safa 2001 foi um ano com uma grande quantidade pluviométrica, causando uma colheita de mais estrutura e concentração. O corte ficou em 70% de Cabertnet Sauvignon, 27% carmenere e 3% de Cabernet Franc. O aroma de carvalho está mais harmonioso com os aromas de frutas vermelhas e florais. Taninos mais presentes porém elegantes. Um vinho com muita força e arrogância. Persistencia muito boa. Nota: 91pts

Bem semelhante ao 2001, apresentou-se a safra 2002. Um vinho bastante equilibrado, encorpado, taninos elegantes, boa persistência e retrogosto aveludado. Nota: 91 pts.

Já com um potencial apaixonante, a safra 2004 veio com um corte apenas de Cabernet Sauvignon (72%) e Carmenere (28%). Um vinho que já nasceu grande e com um potencial de guarda excepcional. Na boca mostrou com perfeição a integração emtre o carvalho francês e os sabores das frutas vermelhas como o morango e cerejas. Taninos um pouco mais acentuados devido a sua jovialidade. Nota:92pts

Para um "gran finale" a Caso do Porto nos brindou com uma garrafa do Chateau Mouton Rothschild safra 1999. Este maravilhoso 1er cru composto por um corte de Cabernet Sauvignon (86%), Merlot (12%) e Cabernet Franc (2%), mostrou toda a riqueza de aromas e sabores de um grande Bordeaux. Um vinho rico, intenso de prazeres e extremamente aveludado. Nota: 94pts.

Meus parabéns à Casa do Porto por esta noite maravilhosa e memorável, digna da grandeza e da competência desta empresa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aromas Exóticos?

Todo enófilo que se preze, já teve a oportunidade de, em uma roda de amigos, encher o peito e dizer: "aroma de manta de cavalo suado...! " Comentários como: você está bebendo demais..., você viajou na maionese..., certamente aparecem. Eu mesmo, neste blog, não pude deixar de comentar o meu ilústre amigo Ricardo Guerra quando ele conseguiu descobrir um aroma de "frescor da manhã" num Syrah da De Martino. Nem sempre estamos malucos.
Vou descrever agora alguns aromas, um tanto quanto esquisitos com suas respectivas explicações. Texto retirado do livro " A Bíblia do Vinho" de Karen MacNeil.

Aroma de banana: Subproduto da fermentação melolática, processo durante o qual o ácido málico, que tem um profundo retrogosto, é convertido em ácido lático, mais suave.

Aroma de Band-aid: Uma das manifestações do Brettanomyces (leveduras que podem estragar o vinho).

Aroma cáustico: Sinal de excesso de dióxido de enxofre, que é usado como conservante. É usado no vinhedo para proteger as parreiras do míldio e do mofo, e na vinícola para proteger as uvas e o sumo das uvas do oxigênio, de leveduras indesejáveis e de bactérias que podem estragá-los.

Aroma de aspargos enlatados: Encontrado muito comumente nos Sauvignon blancs de má qualidade. Muitas vezes é um sinal de que as parreiras não foram cultivadas com cuidado e que as uvas foram apanhadas antes de totalmente maduras.

Aroma de meias sujas: Pode resultar da contaminação por bactérias ou barris sujos.

Aroma falso de manteiga ou azeite: Resultado do excesso de acetila, componemte amanteigado que se forma durante a fermentação primária, quando o açúcar das uvas se converte em alcool, e também durante a fermentação melolática.

Aroma de manta de cavalo ou estrume: Sinal da presença de Brettanomyces, as vezes chamada de Brett, uma levedura que estraga o vinho. Alguns produtores acham que uma leve sugestão deste aroma seja atraente.

Aroma de bolor: Estragos causados por bactérias, uvas mofadas ou barris sujos.

Aroma de removedor de esmalte: Sinal de acetato etílico, um componente de cheiro áspero que pode ser formado quando o ácido acético comum do vinho combina com o etanol.

Aroma de ovo podre: Ácido sulfídrico, gás de cheiro desagradável, que pode ser criado durante ou no final da fermentação. Resulta de uma excessiva quantidade de enxofre aplicada tardiamente as parreiras, em geral para evitar o apodrecimento.

Entre outros tantos como, fricção de alcool,chucrute, gambá, vinagre, cartolina molhada ou cão pastor!!!